domingo, 20 de janeiro de 2019

Pietro Ubaldi, "O Sistema"

Assim, somos feitos de infinito aprisionado no finito, de absoluto fragmentado no relativo, de felicidade que chora na dor, da sabedoria que se tornou ignorância, de vida eterna despedaçada no ciclo das vidas e das mortes; somos verdadeiramente anjos decaídos. Então, para reencontrar o infinito, vamos acumulando insaciavelmente fragmentos de finito e tentamos aproximar-nos da imortalidade, agarrando-nos a esta vida breve e prolongando a sua recordação com grandes obras. (...) E prosseguimos, cimentando as pedras com lágrimas e sangue para refazer a nossa bela morada de conhecimento, de liberdade, e de bondade, donde saímos. (...) Queremos viver. A centelha divina originária do espírito, embora sufocada nas angústias da morte, não pode morrer. Sobreviverá a todas as lutas e a todas as dores, até que o organismo imperfeito, correndo em busca da perfeição, a torne a encontrar e tudo assim fique sanado, para poder reentrar no seio do grande organismo perfeito, o Tudo-Uno-Deus do qual derivou"
Pietro Ubaldi, "O Sistema"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

RESPEITO AO PRÓXIMO.


Deus não nos fez desligados da Humanidade. Somos elos da grande corrente universal e as energias divinas que vão alcançar os outros devem passar por nós, beneficiando-nos e ao nosso próximo. Carecemos dos outros, qual eles de nós na imensa vinha do nosso Pai Celestial. Portanto, o nosso segundo dever é amar o próximo, como nos aconselha
o Mestre por intermédio do Seu Evangelho de Luz. E amar é acatar os direitos daqueles
que andam conosco no mesmo caminho. Nada fazemos sem a participação dos nossos
irmãos. Cada um nos ajuda em algo de que carecemos. Somos devedores da humanidade,
como também emprestamos a ela o nosso concurso, e a fraternidade é o caminho mais desejado na área do Bem, ao tratarmos com os nossos companheiros.
As exigências devem ser feitas a nós para com nós mesmos; o apreço, esse deve ser dirigido aos nossos semelhantes.
A imposição é o modo de nos educarmos; a consideração, o ambiente que deve ser feito aos companheiros de labor.
O mando deve ser a disposição na disciplina dos nossos instintos. A cortesia haverá de ser o meio de comunicar mais agradável com os nossos irmãos.
A imposição é o caminho interno quando nos indica o bem, a fraternidade nos faz atrair companheiros para o mesmo convívio.
A crítica encontra campo frutífero quando exercida no nosso mundo interno.
E a ponderação cresce e faz crescer a nossa amizade em todos os rumos. O mal merecedor de comentário é aquele que fazemos; em referência aos outros, o resguardo nos traz confiança de que todos se esforçam para o melhor.
Se tens alguma educação, aplica-a diante dos outros, e se isso te falta, lembra-te de ti mesmo. O nosso mundo interno é uma lavoura grandiosa que poderá dar muitos frutos e flores compatíveis com o nosso comportamento. Trabalhemos nele.
Quando deixamos o nosso sítio íntimo para analisar e falar mal do que não nos pertence, cresce em nós a erva daninha capaz de sufocar o trigo do Bem, que já havíamos plantado. A energia que nos foi dada deve ser usada na auto-educação, estabelecendo assim, no nosso reino, a verdadeira harmonia espiritual, que se refletirá em todos os outros corpos. Mas, com respeito aos outros, a maior cota que poderemos fornecer para os seus
corações é o exemplo dignificante, é a vivência no Amor nos caminhos da Caridade.
Se deres a devida importância ao teu próximo, nunca perderás. Receberás, pelos meios que por vezes ignoras, a atenção que te agradará e te fará feliz. respeita os direitos dos outros, que eles, certamente, e por lei, respeitarão os teus; e ainda, a harmonia do
Universo compartilhará contigo no Bem que estimas fazer, por necessidade de amar, utilizando o comportamento elevado para ajudar a construir o reino de Deus nos corações, como também o Céu em qualquer lugar em que estiveres.
Confiemos nas forças superiores e também nas nossas, que elas crescerão
de acordo com as nossas disposições de melhorar, sem nunca nos esquecermos da deferência para com aqueles que nos seguem, instruindo-nos e aqueles que nos instruem, seguindo-nos.
O respeito é luz, porque ajuda a transformar as trevas em claridades imortais.

Livro: Cirurgia Moral
João Nunes Maia

sábado, 5 de janeiro de 2019

Obediência às leis. Como criar filhos capazes de exercer sua plena cidadania.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/livro-%C3%A1sia-crian%C3%A7as-meninos-1822474/
Na esteira do progresso por onde todos passamos, temos vivenciado variadas experiências no campo da educação.
Desde tempos imemoriais, a Humanidade tem-se deparado com leis que devem ser respeitadas para o bem comum.
No entanto, confundindo as leis com a autoridade, na ausência dessa, as desrespeitamos com naturalidade.
Um exemplo disso é quando estamos no trânsito, diante de um sinal vermelho. Damos uma olhadinha para um lado, para o outro.
Se não vemos o guarda, avançamos o sinal. E temos uma justificativa: Estamos com pressa.
O guarda, nesse caso, seria a autoridade. Na ausência dele, infringimos a lei de trânsito.
Outro exemplo ocorre no ambiente profissional. Quando a chefia não está por perto, o comportamento de grande parte dos funcionários é bem diverso daquele expressado na sua presença.
Se atentarmos para nossas atitudes, encontraremos a base dessas distorções no comportamento das crianças, dos jovens e dos adultos.
A educação é transmitida de forma que sempre temos que temer algo ou alguém, e não respeitar a própria consciência.
Quando um dos filhos pega alguma coisa que pertence ao irmão, costumamos alertar: Não faça isso porque seu irmão não vai gostar.
Se estamos no supermercado, e a criança apanha uma guloseima qualquer para comer, imediatamente falamos: Não coma isso ou virá um guarda lhe prender.
Quando o jovem vai dirigir o automóvel, nossa recomendação é que ele não fure o sinal para não ser multado.
A educação eficaz é aquela que desenvolve a autonomia na criança. A capacidade de autogerir-se com as leis que já conhece. É o homem de bem, que age conforme sua consciência, e não porque alguém lhe impõe isso ou aquilo.
Assim, deveríamos dizer à criança no supermercado que não deve abrir qualquer mercadoria, antes que seja comprada. Essa informação servirá também para quando ela não estiver conosco, que representamos a autoridade.
Para o filho, que vai dirigir o automóvel, é bom frisar que existem leis no trânsito que devem ser respeitadas para o bem de todos, e não porque sofrerá uma multa.
É bom pensarmos mais na importância da educação dos nossos filhos, desenvolvendo neles a capacidade de autogerir-se, estando ou não diante de uma autoridade.
Quando passamos para a criança as informações corretas, capacitando-a para refletir em torno de seus atos, não teremos que nos preocupar com o adolescente, e estaremos formando um cidadão honesto e responsável.
Ele saberá que, além das leis dos homens, existem também as leis de Deus, e que essas são invioláveis, porque as trazemos inscritas na própria consciência.
Dessa forma, façamos o melhor que pudermos para esses que Deus nos confia para educarmos. Só assim estaremos construindo uma sociedade justa no porvir.
*   *   *
Para conduzir o povo hebreu, o legislador Moisés criou uma série de leis severas e lhes atribuiu caráter divino.
Jesus trouxe leis de acordo com a atual psicologia, que conclui que a melhor forma de educação não é a do não: não roubar, não cobiçar e sim, a do agir: amar o próximo como a nós mesmos, fazer ao próximo o que gostaria que ele nos fizesse, e assim por diante.
Pensemos a respeito.
Redação do Momento Espírita.Em 5.1.2019.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A Piedade


MICHEL
Bordeaux, 1862
            17 – A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos. É a irmã de caridade que vos conduz para Deus. Ah!, deixai vosso coração enternecer-se, diante das misérias e dos sofrimentos de vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que derramais nas suas feridas. E quando, tocados por uma doce simpatia, conseguis restituir-lhes a esperança e a resignação, que ventura experimentais! É verdade que essa ventura tem um certo amargor, porque surge ao lado da desgraça; mas se não apresenta o forte sabor dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio deixado por estes; pelo contrário, tem uma penetrante suavidade, que encanta a alma.
            A piedade, quando profundamente sentida, é amor: o amor é devotamento é o olvido de si mesmo; e esse olvido, essa abnegação pelos infelizes, é a virtude por excelência, aquela mesma que o divino Messias praticou em toda a sua vida, e ensinou na sua doutrina tão santa e sublime. Quando essa doutrina for devolvida à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, ela tornará a Terra feliz, fazendo reinar na sua face à concórdia, a paz e o amor.
            O sentimento mais apropriado a vos fazer progredir, domando vosso egoísmo e vosso orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade, essa piedade que vos comove até as fibras mais íntimas, diante do sofrimento de vossos irmãos, que vos leva a estender-lhes a mão caridosa e vos arranca lágrimas de simpatia. Jamais sufoqueis, portanto, em vossos corações, essa emoção celeste, nem façais como esses endurecidos egoístas que fogem dos aflitos, para que a visão de suas misérias não lhes perturbe por um instante a feliz existência. Temei ficar indiferente, quando puderdes ser úteis! A tranqüilidade conseguida ao preço de uma indiferença culposa é a tranqüilidade do Mar Morto, que oculta na profundeza de suas águas a lama fétida e a corrupção.
            Quanto a piedade está longe, entretanto, de produzir a perturbação e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta! Não há dúvida que a alma experimenta, ao contato da desgraça alheia, confrangendo-se, um estremecimento natural e profundo, que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente. Mas compensação é grande, quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo umedecido de emoção e recolhimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar ao céu, agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um amparo. A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade, esta primeira entre as virtudes, de que ela é irmã, e cujos benefícios prepara e enobrece.

Ouça os outros.



Os outros talvez tenham o que falta a você, no momento.

Uma palavra amiga, um conselho, um aviso, uma voz
ou marcante podem ser o que mais você necessita
para a compreensão disto ou daquilo.

Deus pode falar a você por meio de uma pessoa que o
aprecie, de um colega de trabalho, de um parente
ou até mesmo de alguém que passe na rua.

Analise o que lhe dizem os outros.

Talvez lhe dêem um alerta ou lhe ofereçam uma solução.

Quando alguém diz alguma coisa a você,
com boa intenção, é Deus que está falando.


Lourival Lopes

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Ninguém Vive Para Si.


"Porque nenhum de nós vive para si..." Paulo (Romanos, 14:7)
A árvore que plantas produzirá não somente para a tua fome, mas para socorrer as necessidades de muitos.
A luz que acendes clareará o caminho não apenas para os teus pés, mas igualmente para os viajores que seguem ao teu lado.
Assim como o fio de água influencia a terra por onde passa, as tuas decisões inspiram as decisões alheias.
Milhares de olhos observam-te os passos, milhares de ouvidos escutam-te a voz e milhares de corações recebem-te os estímulos para o bem ou para o mal.
"Ninguém vive para si..." - assevera-nos Divina Mensagem.
Queiramos ou não, é da Lei que nossa existência pertença às existências que nos rodeiam.
Vivemos para nossos familiares, nossos amigos nossos ideais...
Ainda mesmo o usurário exclusivista, que se julga sem ninguém, está vivendo para o ouro ou para as utilidades que restituirá a outras vidas superiores ou inferiores para as quais a morte lhe arrebatará o tesouro.
Compreendendo semelhante realidade, observa o teu próprio caminho.
Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.
E tudo aquilo que constitui tuas obras, através das intenções, das palavras e dos atos, representará influência de tua alma, auxiliando-te a libertação para glória da luz ou agravando-te o cativeiro para sofrimento nas sombras.
Vigia, pois, o teu mundo intimo e faze o bem que puderes, ainda hoje, porquanto, segundo a sábia conceituação do Apóstolo Paulo, "ninguém vive para si".
XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 154.

Data limite Segundo Chico Xavier - filme completo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Não pensemos em dívidas. Pensemos em dádivas!

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7a-execu%C3%A7%C3%A3o-crian%C3%A7as-menina-817371/


Certo, estamos em curso intensivo de sublimação... A inferioridade ainda nos marca: amamos em excesso e odiamos em demasia. Mas isso não significa que, por causa disso, devemos andar tristes por aí, sem alegria de viver, carrancudos e infelizes.
A nossa responsabilidade perante a vida é grande, mas Deus não nos colocou em escola escura e deprimente.
Tudo na Criação nos impele à alegria.
A Terra é um jardim a céu aberto nos convidando ao riso e à esperança.
Nossa escola se chama Amor.
Jesus é o Mestre e o caminho é luz.
Estamos longe ainda da angelitude, mas já bem distantes da animalidade.
Já sabemos muito, já aprendemos muito e já podemos ajudar, podemos até ensinar!
Então tristeza por que?
Não pensemos em dívidas. Pensemos em dádivas!
Alegria no rosto, sorriso nos lábios e gratidão no coração.
É assim que a Mãe Terra quer ver seus filhos.
É assim que devemos nos apresentar diante do Pai.
(Instituto André Luiz)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Amanhã é Natal... Uma reflexão sobre o tempo e a vida...


Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/beb%C3%AA-jesus-bethlehem-religi%C3%A3o-natal-3784536/

Os dias se sucedem tão rápidos que nem nos damos conta... e amanhã já é Natal outra vez...
Você certamente teve problemas, trabalhou, sofreu, sorriu... como todo mundo.
Foram tantos os obstáculos... mas as forças foram ainda maiores, que permitiram superá-los.
Os desentendimentos familiares não foram poucos... mas a fraternidade logrou êxito.
Um filho querido talvez tenha adentrado pelos escuros caminhos das drogas, mas a coragem foi tanta que deu suporte nos momentos amargos.
O lar, tão tranquilo outrora, esteve ameaçado por terríveis tempestades... quase sucumbiu... mas os laços fortes do amor o sustentaram...
A separação promovida pela morte dilacerou as fibras mais sutis da alma... mas a fé em Deus e a certeza da Imortalidade conseguiram cicatrizá-las.
A enfermidade cruel nos visitou ou visitou os entes queridos, mas a confiança e a dedicação conseguiram afastá-la.
Enfim, foram tantas dores, tantos momentos amargos... mas, também, tantas alegrias, tantas vitórias...
Amanhã é Natal...
E Natal é tempo de fraternidade, perdão, solidariedade...
E porque amanhã é Natal, reunamo-nos todos os que lutamos juntos, na alegria e na dor, e permaneçamos unidos.
Olhemos para a mãezinha a quem chamamos o ano inteiro para pedir roupa limpa, comida, e digamos: Mãe, o que seria da minha vida sem você? Eu a amo, mãezinha querida.
Ao pai, a quem só nos dirigimos para pedir dinheiro, carro emprestado, cartão de crédito, falemos com carinho: Olá, velho! Apesar de não ter o costume de dizer eu o amo! tenho certeza de que minha vida não teria sentido sem você.
Acerquemo-nos daquele irmão com quem não conversamos, olhemos nos seus olhos e falemos: Olá, mano! Que bom ter você no meu caminho!
Aproximemo-nos daquele filho drogado, infeliz, atormentado, e falemos com ternura: Filho, você é a estrela da minha estrada! Sem você a vida não teria sentido...
E, porque amanhã é Natal... busquemos a serviçal doméstica, que chega ao nosso lar, muitas vezes, antes do sol nascer e só vai embora depois que o último filho chega do colégio, para lavar a louça e deixar tudo em ordem, e digamos: Minha amiga, precisamos uns dos outros. Que bom poder contar com você por mais um ano!
E, porque amanhã é Natal... olhemos para nosso patrão e falemos como ele tem sido importante em nossa vida, pois nos ajuda a ganhar o pão de cada dia.
E, porque amanhã é Natal... busquemos um lar pobre, onde a fome insiste em se fazer presente e a expulsemos, ainda que por um dia...
Levemos uma alimentação saborosa, temperada com o nosso mais puro afeto e permaneçamos por algum tempo junto aos habitantes, irmãos financeiramente mais carentes que nós.

*  *  *
E, porque amanhã é Natal... lembremo-nos do Aniversariante mais ilustre de que a Terra teve notícias...
Arrebentemos os laços de discórdia que, porventura, haja entre os familiares e amigos e abracemo-nos com ternura.
E, porque amanhã é Natal... mostremos ao Aniversariante que os Seus ensinos não foram em vão...
Roguemos que nos perdoe por tê-lO crucificado... e deixemos que Ele nos abrace e nos aconchegue junto ao Seu coração magnânimo...
Porque amanhã, amanhã é Natal...

Redação do Momento Espírita.

AUTO-ANÁLISE. Como crescer com Jesus em busca de Deus.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/nascer-do-sol-ioga-natureza-3848628/

Caro leitor, vamos trabalhar juntos, para juntos festejarmos a nossa vitória.
A nossa luta é a maior de todas as batalhas, é aquela em que não precisamos sair fora de nós mesmos, é a guerra interna do corpo a corpo, de pensamento a pensamento, de vontade a vontade. É de dever moral que façamos um exame profundo na nossa conduta, pesquisa essa que vai nos trazer muita felicidade, muita paz. No entanto, a princípio, vai parecer difícil.
Alguma vez já pensaste na tua conduta, no que tange ao teu dever ante a sociedade? Já procuraste observar o que falas durante o dia e o que fazes no decorrer deste tempo? A observação de nós mesmos é trabalho importante, na importância da Vida.
Muitos dizem: "os meus pensamentos vêm à minha cabeça sem que eu os crie" e, por vezes, têm razão. Não obstante, a cabeça é tua e é teu dever cuidar da lavoura que te pertence por direito celestial. Os instintos inferiores são animais que devem ser domesticados, usando-se todos os meios possíveis e dignos. Não uses a violência; ela, até no bem, pode te causar danos, se a ponderação não estiver presente no teu modo de ser.
Gostas de falar o que te vem à mente? Sabemos que isto pode parecer um prazer, mas é um prazer momentâneo, que pode nos trazer distúrbios de difícil reparação.
Vê o que pensas e analisa o que falas, para que não entres em dificuldades maiores que aquelas com as quais já lutas para vencer no dia-a-dia.
Coloca-te, meu irmão, frente a frente com as tuas qualidades. Imagina se fosses tu que estivesses escutando o que falas aos outros e procura sentir o que o teu ouvinte sente. Todas as tuas emoções devem ser disciplinadas no correr dos dias, no trabalho, em casa e nas ruas. A tua paz depende da paz do teu companheiro; o respeito dos outros para com a tua pessoa depende do teu respeito para com os teus irmãos em caminho.
As leis de Deus são retas e justas; ninguém engana a verdade. Deus está presente em toda parte, com a dignidade que nos faz compreender o Seu amor. Ao criticares o teu companheiro, gastas energia e tempo, de modo que esqueces o que deves fazer com a tua conduta.
A auto-análise é serviço divino, que nos empresta valores e nos faz descobrir o céu dentro de nós, enriquecendo o nosso coração, acendendo luzes em todos os nossos sentimentos. Toda alma que poda as suas investidas no mal, afiniza-se com o Bem e deixa brilhar a fraternidade em todo o seu andar.
Confirma o teu proceder em todos os momentos, porque muitos olhos estão te olhando. Analisa as tuas maneiras todos os dias, pois, muitos raciocínios estão computando os teus atos, sem que, às vezes, o percebas. Até as crianças sabem o que não deve ser feito, tanto mais o adulto.
Todas as leis de Deus estão guardadas na nossa consciência, a refletir permanentemente, e todos nós reconhecemos essa verdade. Compete a cada criatura fazer a sua parte na educação individual, e crescer com Jesus em busca de Deus.

Cirurgia Moral - João Nunes Maia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Aceitando as Pessoas.

https://pixabay.com/pt/africano-mulheres-%C3%A1frica-meninas-2197414/

Ouvi dois amigos conversando e um deles se queixava da incompreensão das pessoas, das agressões verbais, dos desentendimentos. Isto o revoltava e ele dizia invejar a serenidade e o equilíbrio do interlocutor. 
- Qual é o segredo? perguntou. 
- Não existe segredo, mas somente paixão pela vida e esforços contínuos para aprender, respondeu o outro. 
- Aprender o que? 


- A aceitar as pessoas, mesmo que ela nos desapontem, quando não aceitam os ideais que escolhemos. Quando nos agridem e nos ferem com palavras e atitudes impensadas. 

- Mas é muito difícil aceitar pessoas assim. 

- É verdade. É difícil aceitá-las como elas são e não como gostaríamos que elas fossem. Mas qual é o nosso direito de mudá-las? 

- E como você consegue? 

- Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, mas não apenas com os ouvidos, também com os olhos, com o coração, com a alma, com todos os sentidos. Muitas vezes as pessoas não falam com palavras, mas com a postura. Fique atento para os que falam com os ombros caídos, os olhos e as mãos irrequietas. 

Assim como você pode ler as entrelinhas de um texto, pode ouvir coisas entre as frases de uma conversa corriqueira, banal, que somente o coração pode ouvir. Não raro, há angústia e desespero disfarçados, insegurança escondida em palavras ásperas, solidão fantasiada na tagarelice. Aos poucos estou aprendendo a amar, e amando estou aprendendo a perdoar. Perdoando, apago as mágoas e curo as feridas, sem deixar cicatrizes nos corações magoados e tristes. Aprendo com a vida o valor de cada vida e procuro entender os rejeitados, os incompreendidos. Nem sempre consigo, mas estou tentando. 

Quanto a nós, vamos tentar construir a paz, sem desânimo, com muito amor, muito amor no coração. 

-autor desconhecido-