segunda-feira, 27 de março de 2017

Despertadores - Roberto Shinyashiki - A doença e a cura segundo o Espiritismo.



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Pelos Doentes.

            77 – Prefácio – As doenças pertencem às provas e às vicissitudes da vida terrena. São inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda espécie, por sua vez, criam em nossos organismos condições malsãs, freqüentemente transmissíveis pela hereditariedade. Nos mundos mais avançados, física e moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades que o nosso, e o corpo não é minado secretamente pela devastação das paixões. (Cap. III, nº 9). É necessário, pois,que nos resignemos a sofrer as conseqüências do meio em que nos situa a nossa inferioridade, até que nos façamos dignos de uma transferência. Isso não deve impedir-nos de lutar para melhorar a nossa situação atual. Mas, se apesar dos nossos esforços, não pudermos fazê-lo, o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação os nossos males passageiros. Se Deus não quisesse que pudéssemos curar ou aliviar os sofrimentos corporais, em certos casos, não teria colocado meios curativos à nossa disposição. Sua solicitude previdente, a esse respeito, confirmada pelo instinto de conservação, mostra que o nosso dever é procurá-los e aplicá-los. Ao lado da medicação ordinária, elaborada pela ciência, o magnetismo nos deu a conhecer o poder da ação fluídica, e depois o Espiritismo veio revelar-nos outra espécie de força, através da mediunidade curadora e da influência da prece. (Veja-se, a seguir, notícia sobre mediunidade curadora, nº 81)
            78 – Prece – (Para o doente pronunciar) – Senhor, vós sois todo justiça, e se me enviaste a doença é porque a mereci, pois não fazeis sofrer sem motivo. Coloco a minha cura, portanto,sob a vossa infinita misericórdia. Se for de vosso agrado restabelecer-me a saúde, darei graças a vós; se, pelo contrário, eu tive de continuar sofrendo, da mesma forma darei graças. Submeto-me sem murmurar aos vossos decretos divinos, porque tudo o que fazeis só pode ter por fim, o bem das vossas criaturas. Fazei, ò meu Deus,que esta doença seja para mim uma benéfica advertência,levando-me a examinar-me a mim mesmo. Aceito-a como uma expiação do passado e como uma prova para a minha fé e a minha submissão à vossa santa vontade. (Ver sobre a prece o nº 40)
            79 – Prece – (Por um doente) – Meu Deus, são impenetráveis os vossos desígnios, e na vossa sabedoria enviastes a Fulano uma enfermidade. Voltai para ele, eu vos suplico, um olhar de compaixão, e dignai-vos por um termo aos seus sofrimentos! Bons Espíritos, vós que sois os ministros do Todo-Poderoso, secundai, eu vos peço, o meu desejo de aliviá-lo. Dirigi o meu pensamento, a fim de que possa derramar-se sobre o seu corpo como um bálsamo salutar, e sobre a sua alma como uma consolação. Inspirai-lhe a paciência e a submissão à vontade de Deus; e dai-lhe a força de suportar as suas dores com resignação cristã, para não perder os resultados desta prova por que está passando. (Ver sobre a prece, nº 57)
            80 – Prece – (para o médium curador) – Meu Deus, se quiserdes vos servir de mim, apesar de tão indigno, poderei curar este sofrimento, desde que seja essa a vontade, porque tenho fé no vosso poder. Sem vós, porém, nada posso. Permiti aos Bons Espíritos impregnar-me com o seu fluido salutar, a fim de que o possa transmitir a este doente, e afaste de mim qualquer pensamento de orgulho e de egoísmo, que lhes poderia alterar a pureza.

A ingratidão dos filhos e os laços de família (III)

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Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade. Com efeito, quantos há que, em vez de resistirem aos maus pendores, se comprazem neles. A esses ficam reservados o pranto e os gemidos em existências posteriores. Admirai, no entanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Vem um dia em que ao culpado, cansado de sofrer, com o orgulho afinal abatido, Deus abre os braços para receber o filho pródigo que se lhe lança aos pés. As provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus. É um momento supremo, no qual, sobretudo, cumpre ao Espírito não falir murmurando, se não quiser perder o fruto de tais provas e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus o ensejo que vos proporciona de vencerdes, a fim de vos deferir o prêmio da vitória. Então, saindo do turbilhão do mundo terrestre, quando entrardes no mundo dos Espíritos, sereis aí aclamados como o soldado que sai triunfante da refrega.
De todas as provas, as mais duras são as que afetam o coração. Um, que suporta com coragem a miséria e as privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, pungido da ingratidão dos seus. Oh! que pungente angústia essa! Mas, em tais circunstâncias, que mais pode, eficazmente, restabelecer a coragem moral, do que o conhecimento das causas do mal e a certeza de que, se bem haja prolongados despedaçamentos dalma, não há desesperos eternos, porque não é possível seja da vontade de Deus que a sua criatura sofra indefinidamente? Que de mais reconfortante, de mais animador do que a idéia que de cada um dos seus esforços é que depende abreviar o sofrimento, mediante a destruição, em si, das causas do mal? Para isso, porém, preciso se faz que o homem não retenha na Terra o olhar e só veja uma existência; que se eleve, a pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a justiça infinita de Deus se vos patenteia, e esperais com paciência, porque explicável se vos torna o que na Terra vos parecia verdadeiras monstruosidades. As feridas que aí se vos abrem, passais a considerá-las simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família se vos apresentam sob seu aspecto real. Já não vedes, a ligar-lhes os membros, apenas os frágeis laços da matéria; vedes, sim, os laços duradouros do Espírito, que se perpetuam e consolidam com o depurarem-se, em vez de se quebrarem por efeito da reencarnação.
Formam famílias os Espíritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afeição induzem a reunir-se. Esses mesmos Espíritos, em suas migrações terrenas, se buscam, para se gruparem, como o fazem no espaço, originando-se daí as famílias unidas e homogêneas. Se, nas suas peregrinações, acontece ficarem temporariamente separados, mais tarde tornam a encontrar-se, venturosos pelos novos progressos que realizaram. Mas, como não lhes cumpre trabalhar apenas para si, permite Deus que Espíritos menos adiantados encarnem entre eles, a fim de receberem conselhos e bons exemplos, a bem de seu progresso. Esses Espíritos se tornam, por vezes, causa de perturbação no meio daqueles outros, o que constitui para estes a prova e a tarefa a desempenhar.
Acolhei-os, portanto, como irmãos; auxiliai-os, e depois, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo alguns náufragos que, a seu turno, poderão salvar outros. — Santo Agostinho. (Paris, 1862.)


(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 9.) Allan Kardec.

sábado, 25 de março de 2017

ENDEREÇO DA PAZ. Conselhos de sabedoria para uma vida feliz.

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André Luiz - Francisco Cândido Xavier 

Nunca se diga inútil mecanismo da vida. A usina é um centro gigantesco de força, mas é a lâmpada que dosa em casa a luz de que carecemos. Determinada moradia será provavelmente um palácio, mas é a chave que lhe resguarda a segurança. Realmente, não somos indispensáveis, porque a Providencia Divina não pode falir quando falhamos transitoriamente, mas, em verdade, segundo a Sabedoria do Universo, Deus não criaria, se não tivesse necessidade de nós. Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas. Ofensas e injúrias? Perdoe sinceramente, sejam quais sejam, e deus auxiliará você a esquecê-las. Procure agir no bem incessante a alegria ser-lhe-á preciosa salário. Não importa quando você disponha para agir e servir, a benefício de outrem. Vale o que fizer e como fizer daquilo que o Senhor já confiou a você. Por onde você passe e do tamanho que possa, deixe um rastro de alegria. Você voltará, mais tarde, para colher-lhe a bênção de luz. 
Indiferença ou desprezo de alguém? 
Trabalhe e olvide. 
Não ore por vida fácil. Roguemos a Deus ombros fortes, não só para carregar o bendito fardo das obrigações que nos competem, como também para sermos mais úteis. Cada coração pode ser um manancial de bênçãos. Incompreensões te envolvem a estrada, dificultando-te os passos... 
Paciência e coragem. 
Desgostos francamente inesperados aparecem-te de súbito... 
Coragem e paciência. 
Notícias fulminantes esfogueiam-te os ouvidos... 
Paciência e coragem. 
Enfermidades sitiam-te a casa, conturbando-te a vida... 
Coragem e paciência. 
4 Surpresas amargas te procuram, às vezes, por dentro do próprio lar... 
Paciência e coragem. 
Entes queridos se te transformam em aflitivos problemas. 
Paciência e coragem. Conflitos e tentações assomam-te ao pensamento, ameaçando-te a consciência tranqüila... 
Coragem e paciência. 
Sejam quais forem os obstáculos que te desafiem, aciona essas duas alavancas da paz, porque a coragem te manterá o coração ligado à fé no Divino Poder que nos rege os dias e a paciência é a luz da esperança que nasce de nós, assegurando-nos a vitória sobre nós mesmos nas lutas edificantes do dia-a-dia. 
Se você não consegue evitar a irritação, use o silêncio. 
Os defeitos mais arraigados são aqueles que tomamos à feição de qualidades. É preciso discernir: apresentação e vaidade; brio e orgulho; serenidade e indiferença; correção e frieza; humildade e subserviência; fortaleza e segurança de coração. Quando algum sentimento nos induzir a parecer melhor ou mais forte que os outros, é chegado o momento de procurar a nossa própria realidade, para desistir da ilusão. 
De que serve a felicidade dos felizes quando não diminui a infelicidade dos que se sentem menos felizes? 
Nunca se diga inútil nos mecanismo da vida. Quando você estiver à beira da inconformação, conte as bênçãos que já terá recebido. Riqueza, nas essências, é o aproveitamento real das oportunidades que a vida nos oferece em nome do Senhor. 
Não esmoreça, ante os obstáculos do caminho de elevação. Ninguém foge aos princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo. Cada um de nós onde se encontre agora permanece em meio da colheita daquilo que plantou, com a possibilidade de efetuar novas sementeiras. 
5 Em nossas próprias tendências de hoje será possível entrar no conhecimento do que fazíamos ontem. Achamo-nos todos presentemente no lugar certo, com as criaturas certas e com as obrigações exatas, a fim de realizarmos o melhor ao nosso alcance. 
Quando você puder: movimente-se, fale, trabalhe ou escreva para fazer o bem. Não pergunte. Sirva. Alguém está precisando. Quem é, saberá você depois. Desgostos e contratempos? 
Entregue-se ao serviço, em favor dos semelhantes, e Deus lhe dissipará qualquer sombra no coração. 
Terá você cometido algum erro? Procure conscientemente reparar a própria falta e Deus lhe dotará o coração com as oportunidades e meios de corrigenda. 
Algum problema difícil? Busque atuar invariavelmente para o bem e Deus lhe orientará os pensamentos e os passos para a melhor solução. Efetivamente, você ainda não conquistou a alegria permanente, todavia, consegue endereçar um sorriso de simpatia aos que necessitam de esperança. 
Não despreze seu corpo. 
Viver para que? 
Para aprendermos a viver bem e a viver para bem e a viver para o bem. 
O dinheiro que estimula o bem, nas suas variadas formas, é missionário do Céu. O dinheiro que alivia é bálsamo da Vida Superior. 
O dinheiro que cura é alimento divino. 
O dinheiro que gera trabalho digno é dínamo do progresso.
O dinheiro que restaura o bom ânimo é fraternidade em ação. 
O dinheiro que planta alegria e fé renovadora é criador de benções imortais. Tristeza e desânimo? 
Trabalhe reconfortando aqueles que experimentam provações maiores do que as nossas. 
Desafios e problemas? 
6 Trabalhe e espere. 
Ódio sobre os seus dias? Trabalhe, estendendo o bem. 
Desarmonia e discórdia? Trabalhe pacificando. 
Incompreensão e ignorância? Trabalhe e abençoe. 
Reprovação e crítica? Trabalhe melhorando as suas tarefas. 
Contratempos e desilusões? Trabalhe e renove-se. 
Tentações e quedas? Trabalhe e afaste-se. 
Crueldade e violência? Trabalhe e desculpe. 
Cada oração pode ser um manancial de benções. 
Seu cérebro vive cheio de perguntas? Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas. 
Suas mãos permanecem paralisadas pelo desânimo? Insista no trabalho e o movimento voltará. 
Seu coração vive pesaroso e sem luz? Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á preciosos salário. 
Seus ideais encontram sombra e gelo no grande caminho da vida? Dê seu concurso às boas obras sem desfalecer a claridades novas brilharão no céu de seus pensamentos. 
A parada que não significa descanso construtivo para recomeçar as atividades úteis é alguma cousa semelhante à morte. 
Senhor! Ante as ofensas que, porventura, me firam, auxilia-me a lembrar quantas vezes já recebi o perdão alheio, diante de minhas próprias faltas. Senhor! 
7 Deixa-me perceber quanto tenho incomodado aos outros com os meus erros, para que os prováveis erros dos outros não me façam desanimar.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Imperativos Cristãos.

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Aprende — humildemente.
Ensina — praticando.
Administra — educando.
Obedece — prestativo.
Ama — edificando.
Teme — a ti mesmo.
Sofre — aproveitando.
Fala — construindo.
Ouve — sem malícia.
Ajuda — elevando.
Ampara — levantando.
Passa — servindo.
Ora — serenamente.
Pede — com juízo.
Espera — trabalhando.
Crê — agindo.
Confia — vigiando.
Recebe — distribuindo.
Atende — com gentileza.
Coopera — sem apego.
Socorre — melhorando.
Examina — salvando.
Esclarece — respeitoso.
Semeia — sem aflição.
Estuda — aperfeiçoando.
Caminha — com todos.
Avança — auxiliando.
Age — no bem geral.
Corrige — com bondade.
Perdoa — sempre.


Francisco Cândido Xavier - Agenda Cristã - pelo Espírito André Luiz.

sábado, 18 de março de 2017

Apreço. Pequenos gestos de amor.

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"Dando sempre graças a Deus por tudo em Nosso Senhor Jesus Cristo." – Paulo (Efésios 5:20.)
O Universo é uma corrente de amor, em movimento incessante. Não lhe interrompas a fluência de vibrações.
Nesse sentido, recorda que ninguém é tão sacrificado pelo dever que não possa, de quando em quando, levantar os olhos ou dizer uma frase, em sinal de agradecimento.
Considera sagradas as tuas obras de obrigação, mas não te esqueças do minuto de apreço aos outros.
Os pais não te discutem o carinho, entretanto, multiplicarão as próprias forças com o teu gesto de entendimento; os filhos anotam-te a bondade, no entanto, experimentarão novo alento com o teu sorriso encorajador; os colegas de ação conhecem-te a solidariedade, mas serão bafejados por renovadora energia, perante a reafirmação de teu concurso espontâneo, e os companheiros reconhecem-te a amizade, contudo, entesouram estímulos santos, em te ouvindo a mensagem fraterna.
Ninguém pode avaliar a importância das pequeninas doações.
Uma prece, uma saudação afetuosa, uma flor ou um bilhete amistoso conseguem apagar longo fogaréu da discórdia ou dissipar rochedos de sombra.
Não nos reportamos aqui ao elogia que estraga ou à lisonja que envenena. Referimo-nos à amizade e à gratidão que valorizam o trabalho e alimentam o bem.
Por mais dura seja a estrada, aprende a sorrir e a abençoar, para que a alegria seja adiante, incentivando os corações e as mãos que operam a expansão da Bondade Infinita.
O próprio Deus nunca se encontra tão excessivamente ocupado que não se lembre de sustentar o Sol, para que o Sol aqueça, em seu nome, o último verme, na última reentrância abismal.
XAVIER, Francisco Cândido. Palavras de Vida Eterna. Pelo Espírito Emmanuel. CEC.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Abraço de filho.

Abraço de filho deveria ser receitado por médico.
Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.
Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.
Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...
Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.
E nada como o abraço de um filho...
Abraço de Eu amo você. Abraço de Que bom que você está aqui. Abraço de Ajude-me.
Abraço de urso. Abraço de Até breve. Abraço de Que saudade!
Quando abraçamos, a felicidade nos visita por alguns segundos e não temos vontade de soltar.
Quando abraçamos somos mais do que dois, somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.
E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.
Estudos já mostram, com clareza, os benefícios das expressões de carinho para o sistema imunológico, para o tratamento da depressão e outros problemas de saúde.
O abraço deixou de ser apenas uma mera expressão de cordialidade ou convenção para se tornar veículo de paz e símbolo de uma nova era de aproximação.
Se a alta tecnologia – mal aproveitada – nos afastou, é o abraço que irá nos unir novamente.
Precisamos nos abraçar mais. Abraços de família, abraços coletivos, abraços engraçados, abraços grátis.
Caem as carrancas, ficam os sorrisos. Somem os desânimos, fica a vontade de viver.
O abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, do chão da descrença, do chão do pessimismo.
É possível amar de novo, semear de novo. É possível renascer.
E os abraços nos fazem nascer de novo. Fechamos os olhos e quando voltamos a abri-los podemos ser outros, vivendo outra vida, escolhendo outros caminhos.
Nada melhor do que um abraço para começar o dia. Nada melhor do que um abraço de Boa noite.
E, sim, abraço de filho deveria ser receitado por médico, várias vezes ao dia, em doses homeopáticas.
Mas, se não resistirmos a tal orientação, nada nos impede de algumas doses únicas entre essas primeiras, em situações emergenciais.
Um abraço demorado, regado pelas chuvas dos olhos, de desabafo, de tristeza ou de alívio.
Um abraço sem hora de terminar, sem medo, sem constrangimento.
Medicamento valioso, de efeitos colaterais admiráveis para a alma em crescimento.
*   *   *
Mas, se os braços que desejamos abraçar estiverem distantes? Ou não mais presentes aqui? O que fazer?
Aprendamos a abraçar com o pensamento.
O pensamento e a vontade criam outros braços e nossos amores se sentem abraçados por nós da mesma forma.
São forças que ainda conhecemos pouco e que nos surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.
Abraços invisíveis a olho nu, mas muito presentes e consoladores para os sentidos do Espírito imortal, que somos todos nós.

Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Nada é fruto do acaso.


Tudo tem um sentido e uma causa profunda que muitas vezes não compreendemos. Fortaleçamos a nossa fé e o fardo se fará leve.
Fique na paz de Deus.

sexta-feira, 3 de março de 2017

O tempo no plano espiritual e as Percepções, sensações e sofrimento dos Espíritos.

Imagem Google.


LIVRO DOS ESPIRITOS- Allan Kardec. Da Vida Espirita. Parte Segunda. Capitulo VI. Perguntas 237 a 256.

Tema: Percepções, sensações e sofrimento dos Espíritos.

a) “Voltando ao mundo dos Espíritos, a alma conserva todas as percepções que possuía, além de novas percepções obscurecidas pelo corpo físico”.

b) "Sendo a inteligência um atributo do Espirito, quanto menos entrave tenha que vencer, mais livremente se manifesta."

c) "Os conhecimentos dos Espíritos crescem na proporção de seu aperfeiçoamento. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo."

d) "Os Espíritos vivem fora do tempo como o compreendemos. A duração, para eles, deixa, por assim dizer, de existir."

e) "Dependendo da elevação, os Espíritos veem o que não vemos. Podem lembrar mesmo daquilo que se apagou da memoria no corpo físico, assim, como, ter conhecimento de ocorrências de existências anteriores."

Recomendamos, como complemento, a leitura e reflexão do texto 257 "ENSAIO TEORICO DA SENSACAO NOS ESPIRITOS”.



1 - Ao retornarmos ao mundo espiritual, continuamos sentindo as mesmas sensações de que sentíamos no corpo físico?

"Semeamos corpo físico, colhemos corpo espiritual" (Paulo). 

Perispírito, que é corpo de energia, apresenta natureza diferente da do corpo material; o espirito não tem as sensações verdadeiras do corpo (porque este está morto), mas a lembrança das sensações, que podem atormenta-lo."

2 - Que dificuldades têm de vencer o espirito para que toda sua inteligência se manifeste apos o retorno ao mundo espiritual?

Dizemos que livre do corpo material que lhe interpunha grande obstáculo, e dependendo de seu grau evolutivo, o espirito terá cada vez menos dificuldade para manifestar a sua inteligência. À medida que o espirito vai se reconhecendo no mundo espiritual vai pouco a pouco vencendo as dificuldades e sua inteligência então se manifesta.

3 - Como entender a afirmativa dos espíritos de que os espíritos vivem fora do tempo como compreendemos?

O tempo para o espirito eh apenas uma sensação. Quando estamos felizes, o tempo voa; um segundo, para a alma, pode durar uma eternidade.
Os espíritos vivem fora do tempo, como nos entendemos, porque esse tempo que estamos acostumados a medir, e' relativo, e de parâmetros que nos tocam os sentidos da matéria mundo espiritual não tem nenhuma medida conhecida. As medidas de tempo relatadas por espíritos, nada mais são do que resultantes ainda de um reflexo da sua pouca compreensão, ou de forma didática, para fazer nos entender segundo nosso conceito.

4 - A visão dos espíritos ao retornar ao plano espiritual sempre e' mais intensa do que no corpo físico?

Sim, para aqueles que têm a compreensão dessa faculdade em espirito, e não precisam nem de luz exterior. Mas aquele que não tem ainda essa compreensão não enxerga, o que não passa de pura ignorância da faculdade, que pertence ao espirito.

5 - Dores, fome, sede, necessidades do corpo físico, podem se refletir também nos espíritos desencarnados?

Sim. Mas não se trata de verdadeira sensação corporal, mas uma
reminiscência dela. Fome, sono, sene, são mecanismos psicológicos impostos pela lei de conservação, que não quer que o corpo se destrua enquanto não chega o tempo assinalado para a falência dos órgãos; e quando este tempo chega forca nenhuma mantem o corpo em pé. Ao chegar à vida espiritual, a alma pode relembrar-se destas sensações; o perispírito, entretanto, em estado natural, não experimenta tais condições.


Fonte: http://www.cvdee.org.br/est_letexto.asp?id=046&showc=S