terça-feira, 30 de maio de 2017

Um transcender do Espírito.

Imagem google

Olá, sobre a questão da verticalidade e a horizontalidade da vida, tem um poema de Ricardo Reis que inspira  buscar cada vez mais o estado de verticalidade: 

Para ser grande, se inteiro:
Nada teu exagera ou exclui
Se todo em cada coisa
Põe quanto és no mínimo que fazes
Assim em cada lago a lua toda brilha
Porque alta vive.

A horizontalidade e a verticalidade podem ser vistas imaginando-se um triângulo equilátero: a base está reservada para a razão, a ciência e a técnica; o vértice para a fé, a intuição e a transcendência. Há que se ponderar tanto um quanto o outro para não cairmos nem nos desmandos intelectuais e nem na adoração infrutífera.

A horizontalidade e a verticalidade podem ser observadas nos diversos atos do nosso dia-a-dia. Quando pensamos em termos horizontais, estamos na superfície do problema, da questão, da discussão. Não conseguimos abrir a noz e verificar o que tem lá dentro. Descrevemos o fato, fazemos contas e raciocinamos, mas não temos capacidade interligar o presente com o passado e o futuro. A ênfase, porém, na verticalidade, permite-nos um maior desdobramento no tempo e no espaço.

A verticalidade é um transcender do Espírito, um desdobrar-se, um conhecer-se a si mesmo em que os valores éticos têm maior importância do que os valores materiais. É uma busca incessante da sabedoria .universal, a fim de que a nossa jornada terrena seja repleta de compromissos com a verdade e com os aspectos espirituais da evolução humana. É o rompimento com o homem velho para que o homem novo se desenvolva com o todo o seu fulgor.

Fonte:http://sbgfilosofia.blogspot.com.br/2008/07/horizontalidade-e-verticalidade-da-vida.html

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Ser Feliz. O caminho da felicidade segundo Hammed.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=174944&picture=mesa-de-madeira-na-natureza

“... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam...”

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.
No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.
Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades,
convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.
O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.
Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.
É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.
Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.
Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, consideramos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas moradas da Casa do Pai.

Livro Renovando Atitudes - Hammed

terça-feira, 23 de maio de 2017

As Quatro estações da vida.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=26731&picture=as-quatro-estacoes

Você já notou a perfeição que existe na natureza? Uma prova incontestável da harmonia que rege a Criação. Como num poema cósmico, Deus rima a vida humana com o ritmo dos mundos.
Ao nascermos, é a primavera que eclode em seus perfumes e cores. Tudo é festa. A pele é viçosa. Cabelos e olhos brilham, o sorriso é fácil. Tudo traduz esperança e alegria.
Delicada primavera, como as crianças que encantam os nossos olhos com sua graça. Nessa época, tudo parece sorrir. Nenhuma preocupação perturba a alma.
A juventude corresponde ao auge do verão. Estação de calor e beleza, abençoada pelas chuvas ocasionais. O sol aquece as almas, renovam-se as promessas.
Os jovens acreditam que podem todas as coisas, que farão revoluções no mundo, que corrigirão todos os erros.
Trazem a alma aquecida pelo entusiasmo. São impetuosos, vibrantes. Seus impulsos fortes também podem ser passageiros... como as tempestades de verão.
Mas a vida corre célere. E um dia - que surpresa - a força do verão já se foi.
Uma olhada ao espelho nos mostra rugas, os cabelos que começam a embranquecer, mas também aponta a mente trabalhada pela maturidade, a conquista de uma visão mais completa sobre a existência. É a chegada do outono.
Nessa estação, a palavra é plenitude. Outono remete a uma época de reflexão e de profunda beleza. Suas paisagens inspiradoras - de folhas douradas e céus de cores incríveis - traduzem bem esse momento de nossa vida.
No outono da existência já não há a ingenuidade infantil ou o ímpeto incontido da juventude, mas há sabedoria acumulada, experiência e muita disposição para viver cada momento, aproveitando cada segundo.
Enfim, um dia chega o inverno. A mais inquietante das estações. Muitos temem o inverno, como temem a velhice. É que esquecem a beleza misteriosa das paisagens cobertas de neve.
Época de recolhimento? Em parte. O inverno é também a época do compartilhamento de experiências.
Quem disse que a velhice é triste? Ela pode ser calorosa e feliz, como uma noite de inverno diante da lareira, na companhia dos seres amados.
Velhice também pode ser chocolate quente, sorrisos gentis, leitura sossegada, generosidade com filhos e netos. Basta que não se deixe que o frio enregele a alma.
Felizes seremos nós se aproveitarmos a beleza de cada estação. Da primavera levarmos pela vida inteira a espontaneidade e a alegria.
Do verão, a leveza e a força de vontade. Do outono, a reflexão. Do inverno, a experiência que se compartilha com os seres amados.
A mensagem das estações em nossa vida vai além. Quando pensar com tristeza na velhice, afaste de imediato essa ideia.
Lembre-se que após o inverno surge novamente a primavera. E tudo recomeça.
Nós também recomeçaremos. Nossa trajetória não se resume ao fim do inverno. Há outras vidas, com novas estações. E todas iniciam pela primavera da idade.
Após a morte, ressurgiremos em outros planos da vida. E seremos plenos, seremos belos. Basta para isso amar. Amar muito.
Amar as pessoas, as flores, os bichos, os mundos que giram serenos. Amar, enfim, a Criação Divina. Amar tanto que a vida se transforme numa eterna primavera.

Redação do Momento Espírita.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep.


Reflexão Limpeza de Nossa Alma A Luz do Espiritismo - vídeos para elevar o espírito!!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

NOS ENCARGOS DA VIDA. Como viver com Jesus no coração.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=25350&picture=maple-leaf-

Recorda: Deus nos criou para a execução de determinados encargos, em que nos façamos felizes.

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Não digas que a Terra é um mundo exclusivamente de provações.
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Em qualquer degrau da evolução, podes instalar-te no lugar próprio à criação de tuas próprias alegrias.
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Necessário reconhecer que te encontras na condição certa e com as criaturas mais
adequadas para a tarefa a cumprir.
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Conscientiza-te de que ninguém consegue realizar algo sem o apoio de alguns, competindo-nos a todos adquirir paciência e tolerância de uns para com os outros
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Aprendamos a viver sem reclamações e sem queixas.
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Os obstáculos e problemas, em maioria, com que somos defrontados na desincumbência de nossos deveres partem de nós e não dos outros
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Adaptarmo-nos às exigências do trabalho a realizar, sem perder altura no ideal superior que abraçamos, é norma de triunfo em nossas obrigações.
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Lembremo-nos de que todos aqueles que sabem desculpar as dificuldades e faltas alheias estão criando fatores de base ao próprio êxito.
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Quem se consagra a servir, serve para viver, honrando a vida em qualquer posição.

Livro: CALMA
(Pelo Espírito Emmanuel) Psicografia de Chico Xavier.