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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Uma palavra inspiradora. Como procurar o auto aperfeiçoamento com paz.



“Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse eu faço”.
Paulo de Tarso (ROMANOS, 7:19)

Uma pergunta jamais deverá deixar de ser o centro de nossas cogitações nas vivências espíritas: em que estou melhorando?
Ter noções claras sobre as conquistas interiores, mesmo que pouco expressivas, e valoroso núcleo mental de motivação para a continuidade da empreitada da renovação. Por sua vez, não dar valor aos passos amealhados e permitir a expansão do sentimento de impotência e menosprezo aos esforços que já temos encetado.
Como seria justo, os irmãos na carne poderiam indagar: como adquirir então essa noção clara sobre a posição espiritual de cada um, considerando o tamponamento do cérebro físico?
A única postura que nos assegurará a mínima certeza de que algo estamos realizando em favor de nossa ascensão espiritual, na carne ou fora dela, é a continuidade que damos aos projetos de renovação que idealizamos. Os obstáculos serão incessantes até o fim da existência, não nos competindo nutrir expectativas com facilidades, mas sim a coragem e o otimismo indispensáveis para vencer um desafio após o outro.
Que a esperança não desfaleça diante desse prognóstico. Nossas conquistas não podem ser edificadas na calmaria. Nossas virtudes não florescerão sem os golpes da dor que dilacera arestas e poda aos espinhos da perfeição.
Nossa palavra de ordem é recomeçar – uma palavra inspiradora.
Quantas vezes se fizerem necessárias, a nossa grande e única virtude nos áridos campos do aprimoramento íntimo é a capacidade de resistir aos apelos para a queda, jamais desistindo do ideal de libertação que acalentamos, trabalhando mesmo que cansados, servindo mesmo que carentes, estudando mesmo que desmotivados,
aprendendo mesmo que sem objetivos definidos.
A própria reencarnação é o mecanismo divino do recomeço, da retomada.

Livro: Reforma Íntima sem martírio pelo espírito Ermance Dufaux.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O espírita Cristão segundo Ermance Dufaux.


Venho através desse simples, porém esclarecedor artigo mostrar o motivo e a importância de tratarmos de nossa reforma íntima juntamente com o estudo que realizamos antes da tarefa.
Creio que um grupo avançado em estudos e boa vontade, com médiuns de excelência, usando técnicas de amor pode conseguir muito mais na Seara do Cristo.
Os estudos – sobre reforma íntima - que visam favorecer a evolução de cada um, não devem substituir o estudo da doutrina, porém podem ser complementares – importantíssimos.
É quando o estudo não mais é um mero orientador de diretrizes e passa a ser exemplo vivo, a ser vivenciado no dia a dia do médium 24 h que somos todos nós.
Sugiro a seguir a leitura do texto de Ermance sobre a necessidade de humanização na Seara espírita. 
Médiuns do século XXI, médiuns 24h somos todos nós que abraçamos a sublime tarefa de mediadores entre o plano físico e o espiritual, auxiliando assim, encarnados e desencarnados, além de ser valiosa oportunidade de evolução para o médium comprometido com a tarefa de amor.


Qual é a proposta de Ermance Dufaux, espírito-chave deste trabalho de você vem psicografando e que tem chamado intensamente a atenção do público espírita?

Wanderley de Oliveira: A proposta de Ermance, na verdade, é a proposta de Bezerra de Menezes, que consta na mensagem Atitude de Amor [inserida no livro A Seara Bendita], que aborda a necessidade da humanização da seara espírita. A doutrina é maravilhosa, no entanto, nossa convivência ainda é um tanto institucional, com os valores humanos nem sempre fazendo parte desse processo. Humanizar significa ter um pouco mais de afeto entre nós, construir relações mais autênticas e saber superar os nossos conflitos, porque eles existem. E o que acontece? Vários grupos sendo criados a partir de conflitos não sanados, permanecendo-se assim. Um dos fatores responsáveis por isso é a própria inabilidade em lidarmos com nosso mundo íntimo, com nossas mágoas, e o movimento espírita sofre as consequências, vendo formar-se ilhas que não se comunicam, com raras exceções, situação totalmente incoerente com a proposta da doutrina, que é a fraternidade.

Por que reforma íntima sem martírio?

Wanderley de Oliveira: A proposta é que a gente continue exercitando o projeto de melhoria espiritual que a doutrina traz, mas sem as dores adicionais, por falta de sabermos lidar com nosso mundo íntimo. Ermance diz que nós não crescemos sem dores, mas uma são as do crescimento e a outra, a do martírio, da severidade com a qual nós tratamos o nosso mundo interior, esquecendo que somos humanos, que precisamos fazer nosso progresso sem querer dar saltos e libertos das questões provacionais terrenas de hora para outra.

Fonte: https://www.correiofraterno.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=132:ermance-dufaux&catid=14:entrevista&Itemid=2

sexta-feira, 29 de março de 2019

Amar a si mesmo.



Escutar os sentimentos é cuidar de si, amar a si mesmo. 
É uma mudança de atitude consigo. 
O ato de existir ocorre nos sentimentos. 
Quem pensa corretamente sobrevive; quem sente nobremente existe. 
O pensamento é a janela para a realidade; o sentimento é o ponto de encontro com a Verdade. 
É pela nossa forma de sentir a vida que nos tornamos singulares, únicos e celebramos a individualidade. 
Quando entramos em sintonia com nossa exclusividade e manifestamos o que somos, a felicidade acontece em nossas vidas. 
O sentimento é a maior conquista evolutiva do Espírito. 
Aprendendo a escutá-lo, estaremos entendendo melhor a nossa alma. 
Não existe um só sentimento que não tenha importância no processo do crescimento pessoal. 

Quando digo a mim mesmo "não posso sentir isto", simplesmente estou desprezando a oportunidade de auto investigação, de saber qual é ou quais são as mensagens profundas da vida mental. O exercício do auto-amor está em aprender a ouvir a "voz do coração", pois nele residem os ditames para nossa paz e harmonia. Os sentimentos são guias infalíveis da alma na sua busca de ascensão e liberdade. 
O auto amor consiste na arte de aprender a escutá-los, estudar a linguagem do coração. Pela linguagem dos sentimentos, entendemos o "apoio" do universo a nosso favor. Mas como seguir nossos sentimentos com tantas ilusões? Eis a ingente tarefa de nossos grêmios de amor espírita-cristão: educar para ouvir os nossos sentimentos. Radiografar nosso coração. Desenvolver estudos sistematizados de si mesmo. Temos nos esforçados tanto quanto possível para aplicar as orientações da doutrina com nosso próximo. 
Mas... 
E nós? Como cuidar de nós próprios? A proposta libertadora de Jesus estabelece: "amai ao próximo", e acrescenta:"como a ti mesmo". 
Os impulsos do self não atendidos, com o tempo, transformam-se em tristeza, angústia, desânimo, mau-humor, depressão, irritação, melindre e insatisfação crônica. 
Além dos fatores de ordem evolutiva, encontramos gravames sociais para a questão da baixa auto-estima. 
As gerações nascidas na segunda metade do século XX atingem o alvorecer do século XXI com "feridas psicológicas" profundas resultantes de uma sociedade repressiva, cujas relações de amor, com raras e heróicas exceções, foram vividas de modo condicional através de exigências. 
Para ser amada, a criança teve que atender a estereótipos de conduta.Um amor compensatório. Um rigor que afasta o ser humano de sua individualidade soterrando sua vocação, seus instintos, suas habilidades e até mesmo imperfeições. 
O pior efeito dessa repressão social é a distância que se criou dos sentimentos. 
Essa geração pós-guerra vive na atualidade o conflito decorrente de céleres mudanças na educação e na ciência, que constrange ao gigantesco desafio de responder à intrigante questão: quem sou eu? Paciência, atenção, perdão, tolerância, não julgamento, caridade e tantos outros ensinos do Evangelho que procuramos na relação com o próximo, devem ser aplicados, igualmente, a nós mesmos. 
Então surge a pergunta: Como? 
Distante de nós a pretensão de responder. 
Nossa proposta consiste em oferecer alguns subsídios para pensarmos juntos sobre essa questão. Moveu-nos apenas o sentimento de ser útil, compartilhar vivências que suscitam o debate, a reflexão conjunta, a meditação e o estudo em nossos grupos de amor espírita e cristão. Grupos dispostos a compreender a linguagem emocional sob a ótica da imortalidade. 
Temos no Hospital Esperança os grupos de reencontro, que são atividades de psicologia da alma com fins terapêuticos e educacionais - verdadeiras oficinas do sentimento. No plano físico, atividades similares poderão constituir uma autêntica pedagogia de contextualização para a mensagem de amor contida no Evangelho e na codificação Kardequiana. Nestas páginas oferecemos alguns enfoques elementares para a composição de grupos de estudos à luz da mensagem renovadora do Espiritismo, cujo objetivo seja discutir o ingente desafio de aprender amar a nós mesmos tanto quanto merecemos, promovendo o desenvolvimento pessoal à luz da imortalidade. Grupos de reencontro que se estruturem como encantadoras oficinas do coração. Nossos textos nada possuem de conclusivos. Ao contrário, são sugestões singelas com intuito de serem debatidos, pesquisados e contestados, visando ampliação do entendimento e uma reformulação de conceitos sob a arte de sentir e viver. Exaramos algumas idéias que nos auxiliam a pensar em nosso bem sem sermos egoístas, conquistarmos a autonomia sem vaidade, galgarmos os degraus do auto-amor sem arrogância. Fique claro: auto-amor não é treinar o pensamento para beneficiar a si, mas educar o sentimento para "escutar" Deus em nós. Descobrir nosso valor pessoal na Obra da Criação.
Tecemos nossas considerações inspiradas em O Evangelho Segundo O Espiritismo. As palavras imorredouras da Boa Nova constituem o cânone mais completo de psicologia da felicidade para os habitantes do planeta Terra. Façamos o mergulho interior na fala do Mestre:"Ouça quem tem ouvidos de ouvir" Em outra ocasião (...) voltou-se para a multidão, e disse: quem tocou nas minhas vestes? (Mateus, 9:29). 
Escutando e auscultando o coração feminino que lhe procurou rico de sensibilidade e afeto. Escutemos a alma e suas manifestações no coração! 
Celebremos a experiência de amarmo-nos tanto quanto merecemos! 
O eminente Doutor Carl Gustav Jung asseverou: "Nenhuma circunstância exterior substitui a experiência interna. 
E é só à luz dos acontecimentos internos que entendo a mim mesmo. São eles que constituem a singularidade de minha vida". (C. G. Jung, "Entrevista e Encontros"; editora Cultrix). 

 SELF* "É o arquétipo da totalidade, isto é, tendência existente no inconsciente de todo ser humano à busca do máximo de si mesmo e ao encontro com Deus. É o centro organizador da psiquê. 
É o centro do aparelho psíquico, englobando o consciente e o inconsciente. Como arquétipo, se apresenta nos sonhos, mitos e contos de fadas como uma personalidade superior, como um rei, um salvador ou um redentor. 
É uma dimensão da qual o ego evolui e se constitui. O Self é o arquétipo central da ordem, da numerosos os símbolos oníricos do Self, a maioria deles aparecendo como figura central no sonho". (trecho extraído da obra "Mito Pessoal e Destino Humano" do escritor espírita e psicólogo Adenáuer Novaes) 

* Nota do Médium: Conceitos Junguianos usados pela autora espiritual na obra.. SOMBRA "É a parte da personalidade que é por nós negada ou desconhecida, cujos conteúdos são incompatíveis com a conduta consciente". (trecho extraído da obra "Psicologia e Espiritualidade" do escritor espírita e psicólogo Adenáuer Novaes). 

Livro: ESCUTANDO SENTIMENTOS A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS WANDERLEY S. DE OLIVEIRA Pelo Espírito ERMANCE DUFAUX

terça-feira, 12 de março de 2019

Vida Feliz 2.



https://www.publicdomainpictures.net/en/view-image.php?image=178632&picture=rose-isolated


Em Ecbátana, cidade antiga da Pérsia, havia uma Academia onde se reuniam os sábios da época, então chamada Silenciosa, porque os seus membros deveriam manter-se calados quanto possível, em meditação, resolvendo os problemas que lhes eram apresentados. Certo dia, em que todos estavam reunidos, apresentou-se um eminente pensador chamado Dr. Zeb, que foi ali propor a sua candidatura a um daqueles lugares disputados.
O presidente da entidade atendeu-o em silêncio e, diante dos diversos acadêmicos, escreveu o número mil no quadro de giz, colocando um zero à sua esquerda, fazendo-o entender que este era o seu significado para os presentes.
Dr. Zeb, sem qualquer enfado, apagou o zero e o transferiu para o lado direito do número, tornando-o dez vezes maior.
Surpreendido, o sábio tomou de uma taça de cristal e repletou-a com água, de tal forma que toda gota acrescentada resultava numa gota a exceder e perder-se...
O candidato, sem perturbar-se, tirou uma pétala de bela rosa que adornava o recinto e a depôs sobre a água da taça, que se manteve sem nenhuma perturbação, tomando-se mais bela.
Diante da excelente resposta, Dr. Zeb foi então admitido como membro do Colégio de sábios.

Introdução ao livro Vida Feliz de Joanna de Ângelis.