sexta-feira, 29 de março de 2019

Amar a si mesmo.



Escutar os sentimentos é cuidar de si, amar a si mesmo. 
É uma mudança de atitude consigo. 
O ato de existir ocorre nos sentimentos. 
Quem pensa corretamente sobrevive; quem sente nobremente existe. 
O pensamento é a janela para a realidade; o sentimento é o ponto de encontro com a Verdade. 
É pela nossa forma de sentir a vida que nos tornamos singulares, únicos e celebramos a individualidade. 
Quando entramos em sintonia com nossa exclusividade e manifestamos o que somos, a felicidade acontece em nossas vidas. 
O sentimento é a maior conquista evolutiva do Espírito. 
Aprendendo a escutá-lo, estaremos entendendo melhor a nossa alma. 
Não existe um só sentimento que não tenha importância no processo do crescimento pessoal. 

Quando digo a mim mesmo "não posso sentir isto", simplesmente estou desprezando a oportunidade de auto investigação, de saber qual é ou quais são as mensagens profundas da vida mental. O exercício do auto-amor está em aprender a ouvir a "voz do coração", pois nele residem os ditames para nossa paz e harmonia. Os sentimentos são guias infalíveis da alma na sua busca de ascensão e liberdade. 
O auto amor consiste na arte de aprender a escutá-los, estudar a linguagem do coração. Pela linguagem dos sentimentos, entendemos o "apoio" do universo a nosso favor. Mas como seguir nossos sentimentos com tantas ilusões? Eis a ingente tarefa de nossos grêmios de amor espírita-cristão: educar para ouvir os nossos sentimentos. Radiografar nosso coração. Desenvolver estudos sistematizados de si mesmo. Temos nos esforçados tanto quanto possível para aplicar as orientações da doutrina com nosso próximo. 
Mas... 
E nós? Como cuidar de nós próprios? A proposta libertadora de Jesus estabelece: "amai ao próximo", e acrescenta:"como a ti mesmo". 
Os impulsos do self não atendidos, com o tempo, transformam-se em tristeza, angústia, desânimo, mau-humor, depressão, irritação, melindre e insatisfação crônica. 
Além dos fatores de ordem evolutiva, encontramos gravames sociais para a questão da baixa auto-estima. 
As gerações nascidas na segunda metade do século XX atingem o alvorecer do século XXI com "feridas psicológicas" profundas resultantes de uma sociedade repressiva, cujas relações de amor, com raras e heróicas exceções, foram vividas de modo condicional através de exigências. 
Para ser amada, a criança teve que atender a estereótipos de conduta.Um amor compensatório. Um rigor que afasta o ser humano de sua individualidade soterrando sua vocação, seus instintos, suas habilidades e até mesmo imperfeições. 
O pior efeito dessa repressão social é a distância que se criou dos sentimentos. 
Essa geração pós-guerra vive na atualidade o conflito decorrente de céleres mudanças na educação e na ciência, que constrange ao gigantesco desafio de responder à intrigante questão: quem sou eu? Paciência, atenção, perdão, tolerância, não julgamento, caridade e tantos outros ensinos do Evangelho que procuramos na relação com o próximo, devem ser aplicados, igualmente, a nós mesmos. 
Então surge a pergunta: Como? 
Distante de nós a pretensão de responder. 
Nossa proposta consiste em oferecer alguns subsídios para pensarmos juntos sobre essa questão. Moveu-nos apenas o sentimento de ser útil, compartilhar vivências que suscitam o debate, a reflexão conjunta, a meditação e o estudo em nossos grupos de amor espírita e cristão. Grupos dispostos a compreender a linguagem emocional sob a ótica da imortalidade. 
Temos no Hospital Esperança os grupos de reencontro, que são atividades de psicologia da alma com fins terapêuticos e educacionais - verdadeiras oficinas do sentimento. No plano físico, atividades similares poderão constituir uma autêntica pedagogia de contextualização para a mensagem de amor contida no Evangelho e na codificação Kardequiana. Nestas páginas oferecemos alguns enfoques elementares para a composição de grupos de estudos à luz da mensagem renovadora do Espiritismo, cujo objetivo seja discutir o ingente desafio de aprender amar a nós mesmos tanto quanto merecemos, promovendo o desenvolvimento pessoal à luz da imortalidade. Grupos de reencontro que se estruturem como encantadoras oficinas do coração. Nossos textos nada possuem de conclusivos. Ao contrário, são sugestões singelas com intuito de serem debatidos, pesquisados e contestados, visando ampliação do entendimento e uma reformulação de conceitos sob a arte de sentir e viver. Exaramos algumas idéias que nos auxiliam a pensar em nosso bem sem sermos egoístas, conquistarmos a autonomia sem vaidade, galgarmos os degraus do auto-amor sem arrogância. Fique claro: auto-amor não é treinar o pensamento para beneficiar a si, mas educar o sentimento para "escutar" Deus em nós. Descobrir nosso valor pessoal na Obra da Criação.
Tecemos nossas considerações inspiradas em O Evangelho Segundo O Espiritismo. As palavras imorredouras da Boa Nova constituem o cânone mais completo de psicologia da felicidade para os habitantes do planeta Terra. Façamos o mergulho interior na fala do Mestre:"Ouça quem tem ouvidos de ouvir" Em outra ocasião (...) voltou-se para a multidão, e disse: quem tocou nas minhas vestes? (Mateus, 9:29). 
Escutando e auscultando o coração feminino que lhe procurou rico de sensibilidade e afeto. Escutemos a alma e suas manifestações no coração! 
Celebremos a experiência de amarmo-nos tanto quanto merecemos! 
O eminente Doutor Carl Gustav Jung asseverou: "Nenhuma circunstância exterior substitui a experiência interna. 
E é só à luz dos acontecimentos internos que entendo a mim mesmo. São eles que constituem a singularidade de minha vida". (C. G. Jung, "Entrevista e Encontros"; editora Cultrix). 

 SELF* "É o arquétipo da totalidade, isto é, tendência existente no inconsciente de todo ser humano à busca do máximo de si mesmo e ao encontro com Deus. É o centro organizador da psiquê. 
É o centro do aparelho psíquico, englobando o consciente e o inconsciente. Como arquétipo, se apresenta nos sonhos, mitos e contos de fadas como uma personalidade superior, como um rei, um salvador ou um redentor. 
É uma dimensão da qual o ego evolui e se constitui. O Self é o arquétipo central da ordem, da numerosos os símbolos oníricos do Self, a maioria deles aparecendo como figura central no sonho". (trecho extraído da obra "Mito Pessoal e Destino Humano" do escritor espírita e psicólogo Adenáuer Novaes) 

* Nota do Médium: Conceitos Junguianos usados pela autora espiritual na obra.. SOMBRA "É a parte da personalidade que é por nós negada ou desconhecida, cujos conteúdos são incompatíveis com a conduta consciente". (trecho extraído da obra "Psicologia e Espiritualidade" do escritor espírita e psicólogo Adenáuer Novaes). 

Livro: ESCUTANDO SENTIMENTOS A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS WANDERLEY S. DE OLIVEIRA Pelo Espírito ERMANCE DUFAUX

terça-feira, 12 de março de 2019

Vida Feliz 2.



https://www.publicdomainpictures.net/en/view-image.php?image=178632&picture=rose-isolated


Em Ecbátana, cidade antiga da Pérsia, havia uma Academia onde se reuniam os sábios da época, então chamada Silenciosa, porque os seus membros deveriam manter-se calados quanto possível, em meditação, resolvendo os problemas que lhes eram apresentados. Certo dia, em que todos estavam reunidos, apresentou-se um eminente pensador chamado Dr. Zeb, que foi ali propor a sua candidatura a um daqueles lugares disputados.
O presidente da entidade atendeu-o em silêncio e, diante dos diversos acadêmicos, escreveu o número mil no quadro de giz, colocando um zero à sua esquerda, fazendo-o entender que este era o seu significado para os presentes.
Dr. Zeb, sem qualquer enfado, apagou o zero e o transferiu para o lado direito do número, tornando-o dez vezes maior.
Surpreendido, o sábio tomou de uma taça de cristal e repletou-a com água, de tal forma que toda gota acrescentada resultava numa gota a exceder e perder-se...
O candidato, sem perturbar-se, tirou uma pétala de bela rosa que adornava o recinto e a depôs sobre a água da taça, que se manteve sem nenhuma perturbação, tomando-se mais bela.
Diante da excelente resposta, Dr. Zeb foi então admitido como membro do Colégio de sábios.

Introdução ao livro Vida Feliz de Joanna de Ângelis.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

PASSANDO PELA TERRA - Pequeno guia seguro para a evolução espiritual.


Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.
***
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.
***
Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.
***
Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.
***
Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual
todos nos vemos ainda muito distantes.
***
Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espíritos ainda
vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.
***
Levanta os caídos e ampara os que tropecem.
***
Não te lamentes.
***
Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de
que se façam portadores.
***
Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.
***
Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas
avançar, estrada afora, livre do mal.
Auxilia ao outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.
***
Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já
que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior.
***
Louva, agradece, abençoa e serve sempre.
***
E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.

Chico Xavier pelo espírito Emmanuel, Livro Calma

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Aprendendo a perdoar - Hammed



Fonte da imagem:https://www.publicdomainpictures.net/en/view-image.php?image=226333&picture=water-droplets-dandelion-seeds

       “Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados.”
(Capítulo 10, item 2.)

       Nosso conceito de perdão tanto pode facilitar quanto limi­tar nossa capacidade de perdoar.
       Por possuirmos crenças negativas de que perdoar é “ser apático” com os erros alheios, ou mesmo, é aceitar de forma passiva tudo o que os outros nos fazem, é que supomos estar perdoando quando aceitamos agressões, abusos, manipulações e desrespeito aos nossos direitos e limites pessoais, como se nada tivesse acontecendo.
       Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre muito bem quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas. Perdoar não é“ser conivente” com as condutas inadequadas de parentes e ami­gos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional. Portanto, é um “modo de viver
       O ser humano, muitas vezes, confunde o “ato de perdoar” com a negação dos próprios sentimentos, emoções e anseios, repri­mindo mágoas e usando supostamente o “perdão” como desculpa para fugir da realidade que, se assumida, poderia como conseqüência alterar toda uma vida de relacionamento.
       Uma das ferramentas básicas para alcançarmos o perdão real é manter-nos a uma certa “distância psíquica” da pessoa-­problema, ou das discussões, bem como dos diálogos mentais que giram de modo constante no nosso psiquismo, porque esta­mos engajados emocionalmente nesses envolvimentos neuróticos.
Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar de modo construtivo os poderes do nosso pensamento, evitando os “deveria ter falado ou agido” e eliminando de nossa produção imaginativa os acontecimentos infelizes e destrutivos que ocorreram conosco.
Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exagera­das de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desequili­brados, que causam em nossa energia mental uma sobrecarga, fazendo com que o cansaço tome conta do cérebro. A exaustão ínti­ma é profunda.
A mente recheada de idéias desconexas dificulta o per­dão, e somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com as faixas da clareza e da nitidez, no processo denominado “renovação da atmosfera mental”.
É fator imprescindível, ao “separar-nos” emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso “halo mental”. Método sempre eficaz, restaura-nos os sentimentos de paz e serenidade, propiciando-nos maior facilidade de harmoni­zação interior.
A qualidade do pensamento determina a “ideação” cons­trutiva ou negativa, isto é, somos arquitetos de verdadeiros “qua­dros mentais” que circulam sistematicamente em nossa própria ór­bita áurica. Por nossa capacidade de “gerar imagens” ser fenome­nal, é que essas mesmas criações nos fazem ficar presos em “mono-idéias”. Desejaríamos tanto esquecer, mas somos forçados a lembrar, repetidas vezes, pelo fenômeno “produção-conseqüência”.
Desligar-se ou desconectar-se não é um processo que nos torna insensíveis e frios, como criaturas totalmente imper­meáveis às ofensas e críticas e que vivem sempre numa atmos­fera do tipo “ninguém mais vai me atingir ou machucar”. Des­ligar-se quer dizer deixar de alimentar-se das emoções alheias, desvinculando-se mentalmente dessas relações doentias de hip­noses magnéticas, de alucinações íntimas, de represálias, de desforras de qualquer matiz ou de problemas que não pode­mos solucionar no momento.
Ao soltar-nos vibracionalmente desses contextos com­plexos, ao desatar-nos desses fluidos que nos amarram a essas crises e conflitos existenciais, poderemos ter a grande chance de enxergar novas formas de resolver dificuldades com uma visão mais generalizada das coisas e de encontrar, cada vez mais, instrumentos adequados para desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreen­der e de compreender os outros.
Quando acreditamos que cada ser humano é capaz de resolver seus dramas e é responsável pelos seus feitos na vida, aceitamos fazer esse “distanciamento” mais facilmente, permitindo que ele seja e se comporte como queira, dando-nos também essa mesma liberdade.
Viver impondo certa “distância psicológica” às pessoas e às coisas problemáticas, seja entes queridos difíceis, seja com­panheiros complicados, não significa que deixaremos de nos importar com eles, ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim que viveremos sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, padecer, suportar e admitir.
Além do que, desligamento nos motiva ao perdão com maior facilidade, pelo grau de libertação mental, que nos induz a viver sintonizados em nossa própria vida e na plena afirmação positiva de que “tudo deverá tomar o curso certo, se minha mente estiver em serenidade”.
Compreendendo por fim que, ao promovermos “desco­nexão psicológica”, teremos sempre mais habilidade e dispo­nibilidade para perceber o processo que há por trás dos compor­tamentos agressivos, o que nos permitirá não reagir da maneira como o fazíamos, mas olhar “como é e como está sendo feito” nosso modo de nos relacionar com os outros. Isso nos leva, con­seqüentemente, a começar a entender a “dinâmica do perdão”.
Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contato com nós mesmos, desligando-nos de toda e qualquer “intrusão mental”, para logo em seguida buscar uma real empatia com as pessoas. Deixamos de ser vítimas de forças fora de nosso controle para transformar-nos em pessoas que criam sua própria realidade de vida, baseadas não nas críticas e ofensas do mundo, mas na sua percepção da verdade e na vontade própria.




O espírito Hammed livro: Renovando atitudes