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Projeto Prefiro Viver. Em defesa da vida. Ligue 188 CVV.

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quinta-feira, 4 de março de 2021

A visão espírita sobre o Coronavírus.

Uma nova pandemia, conhecida como Coronavírus.

Marta Antunes Moura

 

A Doutrina Espírita ensina que a felicidade humana está na razão direta do cumprimento da Lei de Deus, Lei Natural ou Lei da Natureza, que “é eterna e imutável como o próprio Deus”1. O nosso desafio é, pois, conhecer as leis divinas que, a despeito de estarem inscritas na consciência2, nem sempre conseguimos identificá-las ou compreendê-las, em razão da nossa notória imperfeição espiritual.

 

Essa imperfeição apresenta a dificuldade de ainda não sabermos distinguir o bem do mal, cujo aprendizado somente é adquirido ao longo das reencarnações sucessivas e dos subsequentes estágios no plano espiritual. Desenvolvido o necessário discernimento entre o que é bom e o que é ruim, de acordo com esta orientação: “O bem é tudo o que é conforme a Lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta […]”3, passamos a agir de acordo com os princípios da moral, entendida como sendo “[…] a regra do bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observação da Lei de Deus. O homem procede bem quando faz tudo pelo bem de todos, porque então cumpre a Lei de Deus.” 4 Fazer tudo pelo bem dos outros é a linha mestra do aprendizado intelecto-moral que impulsiona o ser imortal aos píncaros evolutivos. É a regra de ouro, assim anunciada pelo Cristo: “Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois essa é a Lei e os Profetas.” 5

 

Como os processos de melhoria espiritual exigem dedicação, esforço e persistência, ou seja, “suor e lágrimas”, o grande empreendimento do indivíduo transformar-se em pessoa melhor se faz por meio da superação das provações existenciais, que se revelam cada vez mais desafiantes à medida que surgem novos aprendizados. As provações fazem parte da caminhada evolutiva da vida, que transcorre, naturalmente, nos dois planos existenciais, que lembram uma corrida de superação de obstáculos. É, pois, equívoco acreditar que ocorrências provacionais, como os flagelos destruidores, naturais ou provocados, sejam catalogados como castigo ou punição divina. Quem assim pensa tem de Deus uma ideia antropomórfica (forma ou características humanas – Dic. Aurélio) e se fundamenta em preceitos teológicos arcaicos, visto que Deus, como ensinou Jesus à samaritana, “Deus é Espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade” (João, 4:24). É desse modo que Ele é nosso Pai e Criador: “Deus é soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e essa sabedoria não permite que se duvide nem da sua justiça, nem da sua bondade.” 6

 

As catástrofes e doenças que atingem a Humanidade ao longo da história da civilização sempre resultaram (e resultam) em perdas e sofrimentos de diferentes gradações. No momento atual, estamos, no planeta, sob o peso de uma pandemia, o coronavírus. É comum, então, diz Allan Kardec, ouvir-se a voz geral de que “[…] são chegados os tempos marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para a regeneração da Humanidade. Em que sentido se devem entender essas palavras proféticas? […].” 7 Indaga ele, que prossegue em suas análises ao afirmar:

 

Tudo é harmonia na Criação; tudo revela uma previdência que não se desmente nem nas menores, nem nas maiores coisas. Temos, pois, que afastar, desde logo, toda ideia de capricho, por ser inconciliável com a Sabedoria Divina. Em segundo lugar, se a nossa época está designada para a realização de certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na marcha do conjunto. 8

 

O Codificador complementa as suas sábias ideias com estas ponderações:

 

Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, está submetido à lei do progresso. Ele progride fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem, e moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Esses dois progressos se realizam paralelamente, visto que a perfeição da habitação guarda relação com a do habitante. Fisicamente, o globo terrestre tem sofrido transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens concorrem para isso pelos esforços da sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra. 9

 

As enfermidades e as catástrofes ambientais ─ terremotos e maremotos, ciclones e furações, tempestades e enchentes, seguidas de secas severas, deslocamento de placas tectônicas e geleiras, ataques de meteoros e meteoritos, são cometimentos usuais. Não restam dúvidas de que são ocorrências de caráter verdadeiramente destruidor, ceifando milhões de vidas, mas que, com o desenvolvimento da inteligência e da moralidade, serão cada vez mais amenizadas.

 

O caráter avassalador das doenças manifesta-se sob três aspectos: pandêmico, epidêmico e endêmico. Diz-se pandemia quando uma doença infecciosa se espalha por diversas localidades do mundo, atingindo países e continentes.10 Exemplo: O coronavírus, cujo agente infeccioso é um vírus denominado Covid-19 em que Covid= Corona Virus Disease (doença do coronavírus), enquanto 19 se refere ao ano de 2019, quando os primeiros casos ocorridos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês, no final de dezembro. O vírus é SARS-CoV-2 (um coronavírus). Epidemia indica ocorrência de doença em área geográfica mais circunscrita. “O número de casos que indica a existência de uma epidemia varia com o agente infeccioso, o tamanho e as características da população exposta, sua experiência prévia ou falta de exposição à enfermidade e o local e época do ano em que ocorre.”11 Exemplo: Dengue é uma doença epidêmica no Brasil, de predominante ocorrência nos meses de verão, provocava por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Endemia, por sua vez, “é a presença continua de uma enfermidade ou de um agente infeccioso em uma zona geográfica determinada.” 12 Exemplo: malária, cujo agente infecioso é um parasito da família Plasmodium. A Região Amazônica brasileira é considerada a área endêmica do país para malária, com 99% dos casos autóctones.

 

Uma pandemia acontece quando ocorre a associação de três fatores: a) aparecimento de uma nova doença ou variedade (mutação) da forma de uma doença se expressar); b) o agente possui elevado poder de virulência – refere-se à gravidade de uma doença ocasionada por um agente infeccioso; c) o agente infectante apresenta elevado poder de transmissão entre os humanos. É o caso da Covid-19.

 

Cientistas, acadêmicos e profissionais da saúde se unem no mundo inteiro, cada vez mais, em busca de soluções contra as enfermidades infeciosas e transmissíveis que, se antes demoravam décadas para serem solucionadas ou administradas, agora as pesquisas e soluções alcançam meses. Ante esse esforço comum, muitas doenças graves são controladas ou até erradicadas. A varíola, por exemplo, popularmente conhecida como “bixiga”, foi erradicada do planeta desde 1980, com a campanha de vacinação em massa. Entretanto, a doença atormentou a Humanidade por mais de três milênios. A cólera, outra doença persistente em vários países teve uma ação epidêmica em 1817, matando centenas de milhares de pessoas. É doença provocada pela bactéria Vibrio cholerae, que retornou com força no final do século passado sendo, porém, logo contida. Da mesma forma, a peste bubônica, uma doença que ocorre desde a Antiguidade, ainda persiste nos dias atuais, pois o agente etiológico, a bactéria Yersinia pestis, sofre mutações ocasionais. Acredita-se que 40 a 50 milhões de pessoas tenham morrido no mundo da pandemia da gripe espanhola, provocada pelo vírus da influenza que, entre 1918-1920 teria infectado 500 milhões de pessoas, um quarto da população mundial, aproximadamente. A despeito dos intensos esforços dos cientistas, e no Brasil se destaca o notável trabalho do médico Carlos Chagas, a vacina só foi produzida em 1944.

 

Essa visão panorâmica dos processos de melhoria espiritual que o ser humano enfrenta, em decorrência de tragédias e catástrofes que atingem a Humanidade, é consequência natural da Lei do progresso, que o faz evoluir intelectual e moralmente. Nada tem de punitivo nem reflete “ação demoníaca” como querem certas interpretações religiosas, que chegam até em falar no juízo final, perante o qual os habitantes da Terra serão submetidos a um último julgamento (juízo final ou fim do mundo), caracterizado pela separação “dos bodes e das ovelhas” (Mateus, 25:31-46). Trata-se , obviamente, de metáfora que indica o resultado das mudanças que a Humanidade terrestre vivencia durante a era da transição, necessárias para que possa viver em outro nível evolutivo, o da era da regeneração, cujo lema será “um só rebanho e um só pastor” (João, 10:10) e apenas uma bandeira estará tremulando em todas as regiões da Terra: Fora da caridade não há salvação.

 

Emmanuel esclarece que é “possível, porém, avançar mais longe, além da letra e acima do problema circunstancial de lugar e tempo. Mobilizemos nossa interpretação espiritual” 13, instrui o solícito benfeitor. O momento atual exige de cada um de nós uma certa dose de reflexão e discernimento, agindo com prudência no pensar, falar e agir, como também aconselha Emmanuel:

 

É indispensável procurar o Amigo Celeste ou aqueles que já se ligaram, definitivamente, ao seu amor, antes dos períodos angustiosos, para que nos instalemos em refúgios de paz e segurança.

 

A disciplina, em tempo de fartura e liberdade, é distinção nas criaturas que a seguem; mas a contenção que nos é imposta, na escassez ou na dificuldade, converte-se em martírio.

 

O aprendiz leal do Cristo não deve marchar no mundo ao sabor de caprichos satisfeitos e, sim, na pauta da temperança e da compreensão. 14

 

O pensamento é força criadora. Se desejamos saúde, é indispensável que nossos pensamentos sejam predominantemente saudáveis. Se desejamos o bem, é imprescindível não somente falar no bem, mas pensar no bem e agir no bem. Somente quando percebermos, em cada criatura humana, verdadeiramente, nosso irmão ou irmã, estaremos imunizados contra as agressões viróticas, que começam nos pensamentos em desarmonia. Cuidemos, sim, dos nossos corpos, usando máscara ao sair de casa, lavando bem as mãos e rosto com sabão, higienizando os objetos que tocarmos… Enfim, seguindo com rigor as recomendações dos profissionais de saúde. Mas acima de tudo, mantenhamo-nos em paz e em harmonia com todos os seres da criação, a começar pelo nosso próximo, reflexo do que somos e do que lhe fazemos. E não nos esqueçamos, jamais, de que Deus, como Pai amoroso, sempre age em prol do nosso bem, seus filhos imortais que vivem e evoluem entre dois mundos, o físico e o espiritual.


Fonte: FEB




Há muitas moradas na casa de meu pai.

Não se turbe o vosso coração. — Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. — Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. (S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.

Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 1 e 2.)




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Não critique!

Não critique! Procure antes colaborar com todos, sem fazer críticas. A crítica fere, e ninguém gosta de ser ferido. E a criatura que gosta de criticar, aos poucos, se vê isolada de todos. Se ver alguma coisa errada, fale com amor e carinho, procurando ajudar. Mas, sobretudo, procure corrigir os outros, através de seu próprio exemplo.

http://www.deusunico.com/paginas/Minutos%20de%20Sabedoria/Minutos%20de%20Sabedoria.htm



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Vida Feliz CXCVIV - Linda mensagem de Joanna de Ângelis

 


Quando estiveres a ponto de desistir de uma ação edificante, ora e continua até o fim.

Quando te encontrares no momento de cometer um erro, ora e desiste com tranquilidade.

Quando perceberes que as forças não te auxiliarão no trabalho do bem, ora e reanima-te, chegando ao termo planejado.

Quando fores aliciado para uma situação vexatória, ora e retoma o teu equilíbrio.

Quando te sentires abandonado pela pessoa em quem confias ou a quem amas, ora e tem paciência, permanecendo no teu posto.

Quando, desarvorado, desejes tombar, sem mais estímulo, ora e te serão concedidas as resistências para o triunfo.

Não deixes nunca de orar.

 

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 196.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Dar-se-á àquele que tem.



Aproximando-se dele, seus discípulos lhe disseram: Por que lhes falas por parábolas? Respondendo, disse-lhes ele: É porque, a vós outros, vos foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus, ao passo que a eles isso não foi dado. — Porque, àquele que já tem, mais se lhe dará e ele ficará na abundância; àquele, entretanto, que não tem, mesmo o que tem se lhe tirará. — Por isso é que lhes falo por parábolas: porque, vendo, nada vêem e, ouvindo, nada entendem, nem compreendem. — Neles se cumpre a profecia de Isaías, quando diz: Ouvireis com os vossos ouvidos e nada entendereis, olhareis com os vossos olhos e nada vereis. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 10 a 14.)

Tende muito cuidado com o que ouvis, porquanto usarão para convosco da mesma medida de que vos houverdes servido para medir os outros, e ainda se vos acrescentará; — pois, ao que já tem, dar-se-á, e, ao que não tem, até o que tem se lhe tirará. (S. MARCOS, cap. IV, vv. 24 e 25.)

“Dá-se ao que já tem e tira-se ao que não tem.” Meditai esses grandes ensinamentos que se vos hão por vezes afigurado paradoxais. Aquele que recebeu é o que possui o sentido da palavra divina; recebeu unicamente porque tentou tornar-se digno dela e porque o Senhor, em seu amor misericordioso, anima os esforços que tendem para o bem. Aturados, perseverantes, esses esforços atraem as graças do Senhor; são um ímã que chama a si o que é progressivamente melhor, as graças copiosas que vos fazem fortes para galgar a montanha santa, em cujo cume está o repouso após o labor.

“Tira-se ao que não tem, ou tem pouco.” Tomai isso como uma antítese figurada. Deus não retira das suas criaturas o bem que se haja dignado de fazer-lhes. Homens cegos e surdos! abri as vossas inteligências e os vossos corações; vede pelo vosso espírito; ouvi pela vossa alma e não interpreteis de modo tão grosseiramente injusto as palavras daquele que fez resplandecesse aos vossos olhos a justiça do Senhor. Não é Deus quem retira daquele que pouco recebera: é o próprio Espírito que, por pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem e aumentar, fecundando-o, o óbolo que lhe caiu no coração.

Aquele que não cultiva o campo que o trabalho de seu pai lhe granjeou, e que lhe coube em herança, o vê cobrir-se de ervas parasitas. É seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não quis preparar? Se, à falta de cuidado, deixou fenecessem as sementes destinadas a produzir nesse campo, é a seu pai que lhe cabe acusar por nada produzirem elas? Não e não. Em vez de acusar aquele que tudo lhe preparara, de criticar as doações que recebera, queixe-se do verdadeiro autor de suas misérias e, arrependido e operoso, meta, corajoso, mãos à obra; arroteie o solo ingrato com o esforço de sua vontade; lavre-o fundo com auxílio do arrependimento e da esperança; lance nele, confiante, a semente que haja separado, por boa, dentre as más; regue-o com o seu amor e a sua caridade, e Deus, o Deus de amor e de caridade, dará àquele que já recebera. Verá ele, então, coroados de êxito os seus esforços e um grão produzir cem e outro mil. Ânimo, trabalhadores! Tomai dos vossos arados e das vossas charruas; lavrai os vossos corações; arrancai deles a cizânia; semeai a boa semente que o Senhor vos confia e o orvalho do amor lhe fará produzir frutos de caridade. — Um Espírito amigo. (Bordéus, 1862.)

 

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, itens 13 a 15.)

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Setembro amarelo terminou mas a luta continua.



Amigos, acabou mais um mês de setembro dedicado ao combate ao suicídio e pela vida, mas aqui continuaremos todo o ano falando em vida e felicidade, pois que nascemos para sermos felizes e vivermos em paz.

A Doutrina tem um caminho seguro para alcançar estas metas, que é o aprimoramento espiritual também chamado de Reforma Íntima, juntamente com o estudo da Doutrina para embasamento dos saberes básicos para conseguirmos uma fé raciocinada e forte, capaz de resistir aos mais duros embates da vida, como  no momento a pandemia aliada ao desemprego e à desesperança de muitos.

É para te acolher e te dizer que não precisa ser assim, de forma sofrida e amarga, mas que usando os recursos que o espiritismo te traz podes viver melhor e ser mais feliz.

Continuamos então, caros amigos, na luta pela vida sempre, vigilantes para seguir o caminho do bem e da luz.

Hoje para não alongar, vou deixar um pequeno trecho para reflexão: 





Sem esforço de nossa parte, jamais atingiremos o alto da montanha. Não desanime no meio da estrada: siga à frente, porque os horizontes se tornarão amplos e maravilhosos à medida que for subindo. Mas não se iluda, pois só atingirá o cimo da montanha se estiver decidido a enfrentar o esforço da caminhada.


Minuto de sabedoria.

domingo, 27 de setembro de 2020

Celebre a vida! Rossandro Klinjey aborda do tema "Celebrar a Vida". - CAMPANHA DA FEB no setembro amarelo.


Imagem do facebook da FEB - Federação Espírita Brasileira

Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao suicídio, uma prática contra o dom da vida que tornou-se uma grave epidemia, agora atingindo inclusive jovens e crianças.
O momento para todos nós é de reflexão intensa e ao mesmo tempo de ações concretas, tendo a consciência que a sociedade tem que mudar muitos valores para que familiares, amigos, colegas de trabalho, tenham um olhar humanizado para o outro, sendo assim capazes de perceber os sinais que a pessoa está passando, muitas vezes são pedidos de socorro, não podem cair em ouvidos moucos. 
Saibamos portanto ouvir, ser ombro amigo e deixar claro que estamos solidários em todos os momentos. 
Enfim, que esta causa se estenda por todo o ano, sempre com novos adeptos prontos a trabalhar na lavoura do bem.
Que Deus, infinita bondade tenha piedade de todos nós.
Maria, estenda teu manto sobre teus filhos amados hoje e sempre, até que a humanidade tenha finalmente adquirido a maturidade e a evolução que Cristo veio para nos ensinar. 
Amém!

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Observai os pássaros do céu.



Não acumuleis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam; — acumulai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os comem; — porquanto, onde está o vosso tesouro aí está também o vosso coração.

Eis por que vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?

Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? — e qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?

Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; — entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. — Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé!

Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos? ou: que beberemos? ou: de que nos vestiremos? — como fazem os pagãos, que andam à procura de todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que tendes necessidades delas.

Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. — Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 19 a 21 e 25 a 34.)

Interpretadas à letra, essas palavras seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, conseguintemente, de todo progresso. Com semelhante princípio, o homem limitar-se-ia a esperar passivamente. Suas forças físicas e intelectuais conservar-se-iam inativas. Se tal fora a sua condição normal na Terra, jamais houvera ele saído do estado primitivo e, se dessa condição fizesse ele a sua lei para a atualidade, só lhe caberia viver sem fazer coisa alguma. Não pode ter sido esse o pensamento de Jesus, pois estaria em contradição com o que disse de outras vezes, com as próprias leis da Natureza. Deus criou o homem sem vestes e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.

Não se deve, portanto, ver, nessas palavras, mais do que uma poética alegoria da Providência, que nunca deixa ao abandono os que nela confiam, querendo, todavia, que esses, por seu lado, trabalhem. Se ela nem sempre acode com um auxílio material, inspira as idéias com que se encontram os meios de sair da dificuldade.

Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não lhe basta; reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si mesmo. Freqüentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as conseqüências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro.

 

 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, itens 6 e 7.)

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O Espelho da vida.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/linda-mulher-jovem-feminino-1509956/

A mente é o espelho da vida em toda parte. 
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz. 
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina. 
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar. Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar. 
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. O reflexo esboça a emotividade. A emotividade plasma a ideia. 
A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações. Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência. Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação. 
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante. Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso. 
O reflexo mental mora no alicerce da vida. Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador. 

Emmanuel

Pérolas de Chico Xavier.