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sábado, 3 de agosto de 2019

SURRA DE BÍBLIA em Chico Xavier.


Caso curioso aconteceu com Chico.
Em 1927, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, recém inaugurado, durante uma reunião, numa segunda-feira, chegaram de Pirapora D. Rita da Silva com quatro filhas e um irmão, todos completamente obsidiados.
As mocinhas tinham violentas crises de loucura, eram doses de obsessão para ninguém botar defeito. Mordiam-se umas ás outras, xingavam e outras coisas mais. O espírito da mãe de Chico, D. Maria João de Deus, explicou, pelas mãos do filho: ‘Temos um trabalho que nos foi enviado por Jesus, as irmãs estão doentes e devem ser amparadas. Vamos colaborar’.
Na próxima Sexta-feira, em lá chegando, ficaram na reunião com Chico e seu irmão José Cândido.
O tratamento foi feito, depois de alguns meses, aconteceu a cura total, porém, uma noite, durante o tratamento, seu irmão não podendo comparecer, pediu ajuda a um amigo simples, Manoel, conhecido por sua bondade: todos na cidade diziam ser ‘expert’ em doutrinar espíritos trevosos.
Imediatamente, ‘seu’ Manoel prontificou-se em ajudar o Chico, aceitando o convite. No dia marcado, foi para o “Centro” levando uma grande Bíblia debaixo do braço.
Em dado momento, um espírito amigo, através do médium, orientou-o: ‘Quando o obsessor tomar conta do médium, ‘aplique’ o Evangelho com veemência’.
Pois bem, quando um dos obsessores ‘incorporou’, o ‘seu’ Manoel, obviamente, deve ter ficado apavorado ante a violenta manifestação, porém, controlando-se, pegou a Bíblia, batendo-a várias vezes na cabeça de Chico e gritando: ‘Tome Evangelho! Tome Evangelho!’
Claro, nessas alturas, com a proteção dos benfeitores, em vista de tanta inocência, o obsessor foi afastado, evitando-se assim o ‘massacre’ do Chico, que acabou ficando seis dias acamado, devido a uma ‘torção’ no pescoço. Hoje, quando é interrogado sobre o acontecido, sorrindo, afirma:
‘Sou, talvez, uma das raras pessoas do mundo a levar uma surra de ... Bíblia’.
-fonte: livro Nosso Amigo Chico Xavier-

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A Paciência - Livro Vida Feliz



A paciência é a virtude que te

auxiliará na conquista dos bens do

corpo, da alma e da sociedade.

Ela ensina a técnica de como se

deve aguardar, quando não se pode

ter imediatamente o que se deseja.

Jamais te irrites.

A paciência te auxiliará a tudo

vencer.

Livro: Vida Feliz - Joanna de Ângelis 

Psicografado por Divaldo P. Franco

sábado, 20 de julho de 2019

Vida em Família. A família como resgate do passado e aprendizado para a vida. Ensinamentos imperdíveis.



Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.
As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.
Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aqueloutros a quem se deve ou que estão com dívidas....
Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo superior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indisposições dos consortes...
Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades padecem campanhas de perseguição inconsciente, experimentando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.
A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita.
Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.
Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.
A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.
Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato. Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações. Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante. Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...
Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente. Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual. O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador. Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preenchendo os vazios que ele experimenta. Suas carências são abençoados mecanismos de crescimento eterno. Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.
A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.
Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afirmou Jesus, ao doutor da Lei: “Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo...
E a Doutrina Espírita estabelece com segurança: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há salvação.”

Divaldo P. Franco - (Joanna de Angelis) Livro SOS Família.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Apresentação dos desencarnados. Como os espíritos se mostram aos encarnados.


Podendo tomar todas as aparências, o Espírito se apresenta sob a que melhor o faça reconhecível, se tal é o seu desejo. Assim, embora como Espírito nenhum defeito corpóreo tenha, ele se mostrará estropiado, coxo, corcunda, ferido, com cicatrizes, se isso for necessário à prova_da_sua_identidadeEsopo, por exemplo, como Espírito, não é disforme; porém, se o evocarem como Esopo, ainda que muitas existências tenha tido depois da em que assim se chamou, ele aparecerá feio ecorcunda, com os seus trajes tradicionais.
____Coisa interessante é que, salvo em circunstâncias especiais, as partes menosacentuadas são os membros inferiores, enquanto que a cabeça, o tronco, os braços e as mãos são sempre claramente desenhados. Daí vem que quase nunca são vistos a andar, mas a deslizar como sombras.
____Quanto às vestes, compõem-se ordinariamente de um amontoado de pano, terminando em longo pregueado flutuante. Com uma cabeleira ondulante e graciosa se apresentam os Espíritos que nada conservam das coisas terrenas. Os Espíritos vulgares, porém, os que aqui conhecemos aparecem com os trajos que usavam no último período de sua existência.
____Freqüentemente, mostram atributos característicos da elevação que alcançaram, como uma auréola, ou asas, os que possam ser tidos por anjos, ao passo que outros trazem os sinais indicativos de suas ocupações terrenas. Assim, um guerreiro aparecerá com a sua armadura, um sábio com livros, um assassino com um punhal, etc.
  • Os Espíritos superiores têm uma figura bela, nobre e serena;
  • Os mais_Inferiores denotam alguma coisa de feroz e bestial, não sendo raro revelarem ainda os vestígios dos crimes que praticaram, ou dos suplícios que padeceram.
____A questão do traje e dos objetos acessórios com que os Espíritos aparecem é talvez a que mais espanto causa.

Na orla escura da esquisita povoação, que começava, aqui e além surgiam criaturas andrajosas e alheadas.
____Não se podia afirmar fôssem criaturas análogas aos mendigos, de alguma praça terrena, em penúria.
  • Esse ou aquele habitante do imenso arrabalde davam a ideia de pessoas que o orgulho ou a indiferença tornavam espiritualmente distantes.
  • De par com esse gênero de transeuntes, outros apareciam entremostrando ironia e desprezo na mímica escarnecedora com que apontavam os viajantes ou a estes se dirigiam.
  • Quase todos exibiam roupas estranhas, cada qual obedecendo às condições e dignidades a que supunham pertencer.
____De modo geral, os milhares de irmãos que se abrigam nestas paragens não se aceitam como são. Habituaram-se de tal maneira às simulações — aliás, muitas vezes, necessárias — da experiência física, que se declaram ofendidos pela verdade. Viveram, anos e anos, na esfera carnal, desfrutando essa ou aquela consideração pelos valores de superfície que exibiam, enfatuados, e não se conformam com a supressão dos enganos e privilégios imaginários de que se alimentavam...
____Narcisos fixados à própria imagem na retaguarda... Muitos se transferiram diretamente da vida física para a região nebulosa sob nossa vista, e outros muitos habitaram,logo_após_a_desencarnação, cidades de recuperação e adestramento, semelhantes à nossa; entretanto, à medida que se evidenciavam, tais quais ainda são na realidade, absolutamente sem quaisquer simulacros dos muitos de que se valiam na estância terrestre para encobrirem o “eu” verdadeiro, rebelaram-se contra a luz do Mundo Espiritual que nos expõe à mostra a natureza autêntica, uns diante dos outros, e fugiram de nossas coletividades, asilando-se no vale de sombras geradas por eles mesmos. Aí, na penumbra criada pela força mental que lhes é própria, com o objetivo de se esconderem, dão pasto, em maior ou menor grau, às manifestações da paranóia a que todos se afeiçoam, entregando-se igualmente, em muitos casos, a lastimáveis paixões que procuram debalde saciar, até as raias da loucura.
____Com poucas variantes, demoram-se nessas situações apenas o tempo preciso aoexame_da_nova_reencarnação ,em que regressam aos disfarces da carne, sem os quais, segundo acreditam, não conseguem seguir à frente, nas veredas da regeneração. Entre o cansaço da erraticidade nas sombras da mente e o terror da luz espiritual que confessam não suportar sem longa preparação, suplicam o socorro da Providência Divina e a Divina Providência lhes permite a nova_internação_na_armadura_físicana qual se reocultam, lutando pela própria corrigenda e pelo burilamento próprio, encobertos transitoriamente noengenho_carnal, que, pouco a pouco, se desgasta, pondo de novo, à mostra, o bem ou o mal que fizeram a si mesmos, no período da encarnação. Obtido o empréstimo do novo corpo, via de regra junto daqueles que se lhes fizeram cúmplices nos desvarios do pretérito ou que se lhes afinam com o tipo de débitos e resgates consequentes, esses candidatos à recapitulação expiatória do passado imploram medidas contra eles mesmos, ...

  • Espírito pode variar-lhe a aparência, mas sempre com o tipo humano. Podem produzir chamas, clarões, como todos os outros efeitos, para atestar sua presença; mas, não são os próprios Espíritos que assim aparecem. A chama não passa muitas vezes de uma miragem, ou de uma emanação do perispírito. Em todo caso, nunca é mais do que uma parcela deste. O perispírito não se mostra integralmente nas visões.
  • Superstição produzida pela ignorância. Bem conhecida é a causa física dos fogos-fátuos.

    • A chama azul que apareceu sobre a cabeça de Sérvius Túlius, quando menino, era produzida por um Espírito familiar, que desse modo dava um aviso à mãe do menino.Médium vidente, essa mãe percebeu uma irradiação do Espírito protetor de seu filho. Assim como os médiuns escreventes não escrevem todos a mesma coisa, também, nos médiuns videntes, não é em todos do mesmo grau a vidência. Ao passo que aquela mãe viu apenas uma chama, outro médium teria podido ver o próprio corpo do Espírito.
  • Os Espíritos podem apresentar-se sob a forma de animais. Mas somente Espíritos muito inferiores tomam essas aparências. Em caso algum, porém, será mais do que uma aparência momentânea. Fora absurdo acreditar-se que um qualquer animal verdadeiro pudesse ser a encarnação de um Espírito. Os animais são sempre animais e nada mais do que isto. (Ver: Metempsicose e Zoantropia)

Fonte: 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Uma palavra inspiradora. Como procurar o auto aperfeiçoamento com paz.



“Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse eu faço”.
Paulo de Tarso (ROMANOS, 7:19)

Uma pergunta jamais deverá deixar de ser o centro de nossas cogitações nas vivências espíritas: em que estou melhorando?
Ter noções claras sobre as conquistas interiores, mesmo que pouco expressivas, e valoroso núcleo mental de motivação para a continuidade da empreitada da renovação. Por sua vez, não dar valor aos passos amealhados e permitir a expansão do sentimento de impotência e menosprezo aos esforços que já temos encetado.
Como seria justo, os irmãos na carne poderiam indagar: como adquirir então essa noção clara sobre a posição espiritual de cada um, considerando o tamponamento do cérebro físico?
A única postura que nos assegurará a mínima certeza de que algo estamos realizando em favor de nossa ascensão espiritual, na carne ou fora dela, é a continuidade que damos aos projetos de renovação que idealizamos. Os obstáculos serão incessantes até o fim da existência, não nos competindo nutrir expectativas com facilidades, mas sim a coragem e o otimismo indispensáveis para vencer um desafio após o outro.
Que a esperança não desfaleça diante desse prognóstico. Nossas conquistas não podem ser edificadas na calmaria. Nossas virtudes não florescerão sem os golpes da dor que dilacera arestas e poda aos espinhos da perfeição.
Nossa palavra de ordem é recomeçar – uma palavra inspiradora.
Quantas vezes se fizerem necessárias, a nossa grande e única virtude nos áridos campos do aprimoramento íntimo é a capacidade de resistir aos apelos para a queda, jamais desistindo do ideal de libertação que acalentamos, trabalhando mesmo que cansados, servindo mesmo que carentes, estudando mesmo que desmotivados,
aprendendo mesmo que sem objetivos definidos.
A própria reencarnação é o mecanismo divino do recomeço, da retomada.

Livro: Reforma Íntima sem martírio pelo espírito Ermance Dufaux.